junho 06, 2014

TRAUMAS

Existem momentos em nossas vidas que nos traumatizam. Momentos que fazem mal e outros que fazem bem, mas sempre nos levam a traumas que nos entristecem ou encantam, que nos desmotivam ou animam. Mas, ao mesmo tempo não podemos viver sem eles, os traumas críticos e acríticos de nossa existência.

Você já percebeu  quanto de crises existem e que levam a resultados os mais variados possíveis. Quando olhamos ao nosso redor nos vemos cheios de circunstâncias existenciais que modificam nossa caminhada ou que nos ensinam como trilhar os caminhos diante de nós. Fico muito preocupado com o outro que anda junto de mim. Preocupo-me em não prejudica-lo, em não maltrata-lo em não machuca-lo. Preocupo-me em não transmitir minhas neuras e complexos para o próximo. E me preocupo em não fazer com que o outro pense mal acerca de mim. Embora tente viver sempre o meu verdadeiro caráter e não a minha reputação.

Quando penso nas crises, penso em algo que se não estiver presente em nossa existência paramos de viver. Se estiver presente, então podemos viver, ou então sofrer. Sem crise, não existe motivação para viver o dia a dia. Sem crises, sem traumas sem conflitos perdemos o referencial de existência, pois nos faltará a base que empurra, que induz ao próximo passo. Mas, ao mesmo tempo quando as crises nos assolam de forma muito profunda, muito intensa não conseguimos viver, pois esbarramos visualmente nos problemas que se apresentam enormes e perdemos o foco das soluções. Se as crises não forem tão grandiosas ou intensas nos fazem andar, nos induzem a viver de forma verdadeira e estimulante.

Enfim, somos movidos a motivações internas e externas chamadas crises. E somos também barrados por motivações que nos levam a viver de forma negativa, o que faz mal de modo tão intenso que bloqueamos nossa mente e perdemos o ânimo de continuar tentando. Imagine sua vida motivada negativamente, o que te leva a depressão, não orgânica, mas psicológica que te faz parar, bloquear, estagnar, travar. Imagine algo que tira seu fôlego, seu entusiasmo, sua força, te levando a impotência depressiva.

As crises grandes demais se transformam em traumas que nos fazem curtir desânimos, desestímulos. Mas podemos vencer isto olhando para o autor e consumador de nossa fé, simplesmente, e não olhando para o problema. Sabemos que Deus é maior que nossos problemas, uma das primeiras frases motivadoras que a SAF de minha segunda Igreja e terceiro campo me deu. Sabemos que ao invés de olharmos para os problemas críticos, devemos olhar para a cruz. Sabemos que antes de olharmos para o mundo que nos deprime e desmotiva, devemos olhar para o nosso Criador e Senhor Deus. Ele nos ama, infinitamente desde antes da criação do mundo, de tal maneira que mesmo nada merecendo, recebemos dele a graça da paz incircunstancial no coração. Deus é maior que tudo que possamos imaginar, portanto, repito maior que nossos traumas, crises, problemas, e demais fatos negativos de nossa existência. Assim, vencemo-nos a nós mesmos vivendo para, com, por e de Deus. Amém, descansemos, portanto no Senhor sempre.

(Rev. Maurício Ferreira) 

junho 05, 2014

LIBERDADE...

Interessantemente liberdade é um anelo do coração do homem. Ele tentou desvencilhar-se da submissão a Deus no Éden comendo do fruto proibido, pois, este era bom para dar entendimento, agradável aos olhos e tinha uma aparência saborosa, e ainda a promessa do tentador era que ele se tornaria um semi-deus e que a lei divina não se cumpriria. Não deu certo, o pecado o afastou do que, ele, melhor lhe poderia acontecer, foi privado da presença divina e ainda teve que conviver com a consciência do pecado e sofrer a consequência dele, a morte. Morreu!

O tempo passa. O homem continua inconsequente e apartado da vontade de Deus. Olha o Senhor e o vê totalmente fora dos padrões de justiça, amor e solidariedade, além de moralmente em petição de miséria, como dizia o grande filósofo contemporâneo e empírico (dicionário informal), meu avô Teotônio Martins, politicamente correto hoje significa “em estado deplorável”. Mas, mesmo assim, inconscientemente buscando a sua liberdade. Viver como acha que é a vida, sem Deus. Deus destrói a humanidade, preservando o mundo e o ser humano, através do único justo, e sua família, encontrado naqueles dias. Noé, ao descer da arca, já peca e consequentemente, leva seus filhos a pecar também. A humanidade preservada continua buscando liberdade sem Deus e encontrando unicamente a decepção causada pelo pecado.

Passam-se os dias e o ser humano volta a crescer, encher a terra e em sua proliferação olha ao redor e se acha livre para fazer o que bem desejar seu coração. Constrói uma torre, alta, muita alta, com a intenção de tocar os céus. Presunção, ilusão, utopias que o levam a mais uma vez desrespeitar a vontade misericordiosa do Senhor Deus. Deus apenas os confunde, de modo a não mais se entenderem e assim eles, que desejavam formar uma única sociedade soberana e divinal, não se entendem. E não se entendendo separam-se uns dos outros e formam a diversidade social e geográfica para que o mundo cumprisse justamente a vontade do Criador e Senhor.

Abraão, Israel, Isaque e muitas gerações se passam dentro do plano criativo de Deus. O homem estava apartado de Deus, mas a linhagem piedosa e frutuosa estava entre os homens. Homens de Deus no meio dos homens sem Deus, e assim caminhava a humanidade criada. Jacó compra a primogenitura de Esaú e recebe a bênção paterna. Judá se engana e engana buscando liberdade para faze segundo o seu parecer a vontade de Deus. Sofre as consequências e peca ante o Senhor com atitudes que ofenderam ao Senhor, à sua nora Tamar e a seu filho Selá. Embora tenha suscitado descendência, ele não viveu segundo a vontade de Deus. Falhou na forma, por desejar viver de acordo com seus padrões e não os de Deus.

Hoje, vivemos em um mundo onde a busca pela liberdade chega aos parâmetros que toda historia nos convoca a visualizar. Busca-se a liberdade através de desejos e políticas, na maioria das vezes utópicas. Pensa-se na liberdade através de atos puramente subversivos, que acabam sendo ações que retratam um tiro no próprio pé. Busca-se fazer com que a liberdade transpareça através de chavões muitas vezes enganosos e consequentemente enganadores, provocando ilusões nos mais crédulos. O homem tenta por todas as suas forças, e jeitos ser livre.

Esta liberdade pode ser um do outro. Outras vezes uns do outro. Ou mesmo um dos outros. Mas ela sempre será utópica, desde que procurada sem a noção do que seja realmente liberdade. Uns dizem que democracia é liberdade, através da concorrência do meio e no meio de forma a produzir mais e melhor. Outros dizem que socialismo é liberdade, através da equiparação social, não dando regalias a uns e não permitindo solaparem-se os valores em alguns. Ainda alguns falam que comunismo é que conduz a liberdade através da igualdade social conduzida por mãos fortes. 

Eu creio que a verdadeira liberdade está em compreendermos exatamente quem somos, ela é individual é pessoal e é silenciosa. Creio que se cada um do nós viver realmente de forma natural, consciente e olhando o seu próximo com respeito, tratando a todos com justiça. Aquele que vive sem pre-conceitos discriminatórios e aprisionantes. Aquele que vive seguindo e segundo o curso da vida, sem correr além do necessário. E principalmente aquele que sabe perdoar, pois a vida sem perdão é totalmente cativa de amarguras, rancores e ódios consequentes de sentimentos negativos. Enfim, quando nos liberamos dos pesos que sobrepesam sobre nossa mente e coração. Quando nos voltamos para Deus que nos criou, nos cuidou e por amor, quando chegou o tempo dEle, nos libertou através do sacrifício de Jesus Cristo, enviando-O para nos substituir na morte consequente do pecado.

Enfim, liberdade de verdade é cada um se deixar viver sob a proteção graciosa de Deus e descansar em sua justiça, misericórdia e inefável amor. Liberdade real é não se privar de viver por causa de sentimentos aprisionantes, mas viver conforme deseja seu coração plena da vontade divina e de amor ao próximo. Vamos pois, viver como se deve, e cada um vivendo assim, teremos liberdade em todas as demais esferas de nossa existência. Pensa nisto! 


(Rev. Maurício Ferreira)

maio 13, 2014

QUANDO? QUANTO? COMO? SERÁ?

Muitas vezes nos vemos enroscados em questiúnculas que nos remontam ao passado ou mesmo a um presente não muito remoto, mesmo com as questões concluídas e acabadas. Penso que sou bobo ao me envolver com isto, e ao mesmo tempo penso que sou sábio em me envolver com elas, as questiúnculas.

Mas mesmo assim, a vida segue em seu rumo, me vejo encabulado, muitas vezes desanimado ou desalentado com os problemas existenciais. Viver parece simples e é complicado. Mas outras vezes parece complicado e se torna simples. Vezes por pensarmos que tudo é mar de rosas sem espinhos. Vezes por focarmos somente nos espinhos e não nos lembrarmos da beleza das rosas.

Assim segue-se a vida com uma fluência nunca dantes refletida, e nós vamos indo no curso dela com uma postura nunca dantes planejada. Partimos desnorteados, sem alvos ou objetivos, sem rumo ou rumos que nos possam dar esperanças, mas partimos. Saímos de nosso lugar, saímos de nossa casa, de nosso porto, e vagamos mar adentro com somente uma certeza, a viagem tem um final, e caminhada tem um ponto de chegada. Onde, não sabemos no começo, mas podemos sabê-lo no final, então vamos adiante.

A medida que caminhamos, navegamos, viajamos, corremos, andamos descortina-se diante de nós a paz de saber que nenhum de nossos planos são realmente nossos, nunca foram. Tomamos consciência disso a medida que sobrevivemos aos percalços e dificuldades existenciais naturais, embora anormais, pois vivemos num mundo que tem uma origem e um Criador, e terá um final e um autor. Nós vivemos, ou sobrevivemos a cada dia, conscientes de muitos porquês.

Porque somos amados como somos? Porque em nossas vidas temo suma paz singular? Porque em nossos passos parecemos ter uma segurança que nossa mente não daria? Porque os que vão ao nosso lado estão presos aos mesmos objetivos que nós? Porque existe uma cruz no meio da história e também da nossa história? Porque existe um futuro em que podemos descansar no presente? Porque não sei nada do que virá e nunca me esqueço do que se foi? Muitos porquês, muitos senões, muitas dúvidas. Mas muita fé, e por isso muita paz.

Muitas vezes ecoam em meus ouvidos e vislumbram-se ante meus olhos o testemunho do apóstolo fora de tempo, Paulo me repetindo insistentemente: “Deus me escolheu como apóstolo e mestre na Igreja para anunciar a Boa Notícia do Evangelho, e é por isso que sofro estas coisas. Mas eu ainda tenho muita confiança, pois sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar, até aquele dia, aquilo que me confiou”. (II Timóteo 1.11-12). Por isso nunca desistiremos, por isso nunca desanimaremos. Deus é meu Senhor e Rei do universo. Ele é o Deus Todo Poderosos para fazer infinitamente mais do que tudo quanto peça ou mesmo imagine. Assim, amado e amada vamos seguir adiante, certos que estamos seguindo a melhor orientação, o melhor conselho, e nas melhores mãos que podemos estar. Deus seja louvado!


(Rev. Maurício Ferreira)

maio 09, 2014

Ser Mãe... Ou “O Ser Mãe”?

Ser Mãe... Ou “O Ser Mãe”?
O que significa ser mãe? Creio que a maioria de nós não entende o que isso significa. Alguns por serem homens e nem mesmo imaginar algo dessa qualidade. Outros por serem somente filhos e ainda não terem passado por esta experiência singular.

Imaginemos que ser mãe significa: primeiro viver uma vida que não é a sua; segundo conviver com uma parte sua em toda a extensão de outra pessoa; terceiro chorar por amor, chorar por alegria, chorar por satisfação, chorar por amizade absoluta e incondicional, chorar de tristeza e preocupações. Enfim, derramar lágrimas por filhos Bons, felizes, incompreensivos, intratáveis, irresponsáveis, até malvados, mas sempre, incondicionalmente filhos.

Não imaginamos mesmo coração de uma mãe, a não ser que se seja mãe. Por isso, queremos unicamente e simplesmente desejar a cada mãe de nossa Igreja e amiga muita felicidade e muita paz naquele que lhes deu este dom inefável. Pedir de Deus a graça de conduzi-las em cada sentimento, fazendo-lhes sorrir de forma inigualável, ímpar e confortadora, consoladora, pacificadora.

Mães sejam simplesmente mães, pois nós as amamos por isso, por serem mães. Não precisamos do mais nada, embora o colo, o abraço, o olhar, o sorriso, a graça de nos amarem, a dádiva de ser nosso porto sempre seguro, forte e inabalável neste mundo, seja para nós filhos sempre um bálsamo! Parabéns mamães!               

(Rev. Maurício Ferreira)

abril 16, 2014

ABRIL

Abril. Quando começa já vivemos a terça parte do ano. Quando termina, descobrimos que um quarto já se foi. Mês de transições, de reavaliações, de realinhamentos. Abril é um mês sintomático para cada ano, pois é quando olhamos e vemos nossas pegadas atrás de nós, visualizamos o quanto caminhamos. Percebemos se estamos certos ou se estamos errados, com a certeza de que se estamos certos podemos aprimorar nossa caminhada, e se errados ainda há tempo de parar e acertar, com um pouco de atraso, mas de ainda terminar com boas perspectivas.

Abril, pois é o tempo de reorganização. Temos tempo de consertar, temos tempo de repensar, temos tempo de refazer. Pois, ainda temos dois quartos do ano a ser vencida. Ainda existe tempo. Muitas vezes, não por ser o mês de meu aniversário, penso que abril nos serve de exemplo quanto a vida em si. Tanto material quanto espiritual. Vivemos sempre cheios de expectativas. Se olharmos sempre a frente teremos muitas perspectivas que se transformam em esperança dentro de corações que creem em Jesus.

Visualizemos um círculo e teremos um exemplo do que falamos. Dividamo-lo em quatro e nos veremos no começo de abril, dividamo-lo em três e estaremos no fim deste mês abençoado. Agora quero chamar sua atenção para a nossa vida espiritual. Nela não sabemos quando estamos na terça parte, e nem tampouco se já ultrapassamos a quarta parte de nossa existência, mas uma coisa sabemos, vivemos! E por vivermos estamos cada dia mais próximos do encontro com Jesus e mais longe da origem de tudo. Caminhamos para o final, para um final que poderá ser glorioso e alegre ou não. Por isso chamo a atenção.

Chamo a atenção, pois é tempo de olharmos para nossos corações, para vermos o que o motiva, para sentirmos o que o envolve, e para vermos o que se deseja. Pensa! Pensemos na nossa vida, pois o nosso abril já chegou, independente da noção que temos em relação ao tempo espiritual. Pensemos que cada um dos dias que vivemos é o tempo de avaliarmos como estamos vivendo, também de conserto, de refazermos nossos cálculos existenciais, repensarmos e reorganizarmo-la. Como podemos fazer isso?

Deus nos deu o seu espírito. Como também nos legou o Espírito Santo. Portanto, vivemos com o Emanuel, Deus que habita em nós, e por isso, temos uma substancial ajuda e amparo quando entendemos que aquilo que faz separação entre nós e Deus já é claramente, graça de Deus sobre nós. Olhemos pra vida e deixemos o pecado. Olhemos pra vida e busquemos a santificação. Olhemos para a vida e nos deixemos conduzir pela ação reparadora, transformadora, consoladora, confortadora e abençoada de Deus em nós. Olhemos para trás e ao invés de vermos nossos pecados, veremos a cruz. Olhemos para o passado e veremos a ação graciosa do amor divino por nós em Cristo Jesus. Olhemos para o presente e percebamos que temos um colo para nos amparar. Por isso, olhemos para o futuro é percebamos que quando o nosso ano terminar, já teremos a esperança da vitória no Senhor e Salvador Jesus Cristo. Já teremos um alvo de vida e alegria. Já poderemos visualizar tudo que nos foi prometido, pois estamos caminhando pelo novo e vivo caminho que Jesus Cristo nos abriu ao morreu na cruz por nós.

Assim, termino conclamando todos a pensar nesta obra libertadora de Jesus. Ele fez diferença na história da humanidade, para que tenhamos para onde olhar em todo tempo que desejarmos avaliar a nossa caminhada. A cruz é a maior realidade de vida que temos. A cruz nos leva a ressurreição, nos leva a ascensão e nos coloca assentados a destra do Pai, junto ao Cordeiro Santo que intercede por nós. O Pai continua assentado no trono, o Filho continua abrindo os selos do livros ao seu redor e o Espírito Santo continua entre nós como o paracletos divino. Descanse no Senhor, Ele é Soberano eternamente. Deus abriu o nosso abril para que refaçamos nosso caminho em Cristo Jesus, creia!


(Rev. Maurício Ferreira)

março 29, 2014

ANO DE ELEIÇÃO

Eu fico muito preocupado quando chegamos a anos de eleição no Brasil. Geralmente são tempos de elucubrações intensas, mas superficiais, que no final nenhum sentido fazem para a nação e para o outro. Por isso quero pensar com você um pouco, claro sem a presunção de esgotar o assunto, mas pelo menos para chamar a atenção de nosso modus operandi nestes dias. Acabamos de passar pela alienante festa do carnaval, alguns vivem a utopia falaciosa da quaresma, mas muitos aguardam a Copa do Mundo para depois pensar em eleições. E como ficamos ante a nossa responsabilidade social?
Minha “preocupação” atente: “pré-ocupação” para este ano é duplicada por causa da Copa do Mundo no meio do ano. Pois, preocupo-me, também, com a possibilidade de o resultado de junho e julho: positivo ou negativo influenciar o nosso outubro. Preocupo-me porque este ano o povo pode ser burlado pelas festas anestesiantes e que servem única e simplesmente como lazer.

Outra preocupação deste coração pastoral é ver o povo vivendo a falta de cidadania. Mas por que se vive assim, porque não se aprendeu a viver assim. Não se aprende hoje a amar a união, o estado, a cidade em que se mora como seu lugar de viver da melhor forma possível. Aprende-se a vincular fatos ou até mesmo a falta deles na “minha” vida. Não se aprende que precisamos ter um olhar holístico sobre estas instituições além do ser humano. Elas são ocupadas pelo ser humano, mas estão acima dele. Primeiro, porque o ser humano que assume uma posição nestas instituições torna-se um “funcionário público”. Isto quer dizer que quem assume um cargo, oficio político é funcionário da união, pago pela união, e fiscalizado por ela. E quando votamos no amigo, ou no candidato que “me” prometeu emprego, uma carga de areia etc; esquece-se da nação e foca somente no egoísmo humano egolátrico. Pensa bem.

Assim, quero pensar com você sobre a sua responsabilidade de cidadão brasileiro. Você já analisou isso? As vezes fazemos greves, realizamos manifestações, sem fundamento, porque não sabemos exatamente o que desejamos, ou reivindicamos. Precisamos ter consciência de que tudo que fazemos deve glorificar o nome daquele que nos colocou na posição em que estamos. Volto a lembra-lo que você, cidadão brasileiro consciente é patrão da Excelentíssima Sra. Presidente do nosso país, e de todos os demais membros das câmaras e assembleias espalhadas por este país afora. Assim, chamo você para a sua grande responsabilidade de análise, não deixando que nada te influencie, nem Brasil campeão ou não da Copa do Mundo. Nem promessas de homens que não tem escrúpulos ou até com escrúpulos fizerem para você. Pense no país que você tem que administrar, e pode ser que tenha chegado a hora de demitir alguns funcionários e alocar outros em seus lugares. Você é responsável pela continuidade do caminhar do Brasil. Depois, não adianta ficar reclamando, pois ao contratá0los, lhes damos uma carência de quatro anos para que desenvolvam bem ou mal o seu trabalho.

(Rev. Maurício Ferreira)

fevereiro 26, 2014

ESTAMOS ALEGRES

Estamos alegres, Deus honra o seu povo. Somos muitas vezes ingratos, somos muitas vezes indiferentes. Mas não temos como não nos alegrarmos com o que Deus faz em nossas vidas, nem temos como não entendermos o que Ele realiza, mesmo que entendamos erroneamente o como. Por isso devemos glorificar a Deus pelo que Ele fez, e mais ainda pelo que Ele está fazendo através de nós.

Neste último final de semana, estivemos três dias em festa, muito felizes, e com uma indizível alegria pudemos glorificar ao nosso Deus por todos os seus benefícios para conosco. Foi uma festa linda, foram cultos com alimento espiritual muito edificante: o Rev. Ruy de Araújo Santos, MD. Presidente do Presbitério Leste da Transamazônica e pastor na Igreja Presbiteriana em Tucuruí, na sexta-feira esteve presente nos falando da parte do Altíssimo, acerca de nos lembrarmos do irremediavelmente perdido, e tomarmos rumo na vida enquanto há tempo, recebendo a graça do Senhor amoroso e misericordioso. O Rev. Iran dos Santos Medeiros, pastor na Igreja Presbiteriana em Goianésia do Pará, esteve nos outros dois dias: sábado e domingo nos trazendo a mensagem que falava do caminho do Senhor, que mesmo sendo o mais difícil e longo, é o melhor para o ser humano. É o caminha cheio de sabedoria e que nos conduz conforme a vontade do Criador ao melhor para nós.

Como é bom podermos nos reunir a dizer louvado seja Senhor Deus por tudo que tens feito entre nós. São trinta anos de uma Igreja emancipada, com uma filha e servindo a Deus por todo esse tempo. Glorifico ao Pai por isso, e rogo a Deus que continue nos abençoando realizando sua obra em nós para através de nós continuarmos a missão divina de evangelizar o mundo inteiro. Somos as mais felizes das criaturas, pois nos tornamos filhos amados, amigos de Deus, e podemos olhar para cima, todas as vezes que estamos alegres, felizes neste mundo.

Estamos alegres, pois ao completarmos trinta anos percebemos que ainda temos uma grande obra a ser realizada, e não podemos ficar olhando pro nosso Egito, mas necessitamos olhar para o as promessas de Deus para Sua Igreja, e esta está no futuro, que deve ser alcançado a cada passo que damos. Nossos quarenta anos ainda não se completaram, assim, necessitamos continuar caminhando, olhando para frente, olhando o Autor e Consumador de nossa fé para alcançarmos os objetivos divinos para nós Igreja abençoada, até amada, e para sempre amorosa.

Pare de reclamar, pare de olhar para trás, olhe pra frente, arregace as mangas de sua vese e sigamos rumo ao objetivo de Deus, que é nada menos que pregar o evangelho a toda criatura no mundo inteiro. Somos testemunha do Cordeiro, vamos fazer jus a confiança de Deus em nos ordenar que Jerusalém, toda Judéia, Samaria e os confins da terra sejam atingido. Tudo isso! Sem nos esquecermos do “tanto em Jerusalém, quanto...”. Comecemos por aqui, vamos levar a Palavra viva de Deus a +Um amado(a), já! Comecemos imediatamente! Aleluia, estamos alegres pois Deus continua a nos abençoar!

(Rev. Maurício Ferreira)


fevereiro 20, 2014

PENSA BEM BRASILEIRO!

Quando olhamos o mundo ao nosso redor, nos vemos rodeados de tumultos que simula as guerras que preanunciam o Apocalipse. Vemos cristãos sendo perseguidos pelo mundo a fora, vemos civis perseguidos por governos e perseguindo governos. Vemo-nos perseguidos pelas ditaduras veladas daqueles que discriminam e se escondem sob bandeiras nem sempre legitimadas pela sociedade. Vemos países como a Venezuela que sem nenhum pudor faz coisas terríveis com aqueles que não concordam com seus ideais. Vemos pessoas diferentes perseguidas pelos "normais" obtusos que acham ser melhor que todos ao seu redor. Vemos locais onde os seres humanos inconformados com a sua situação, econômica, social, política, espiritual e ou religiosa brigam por uma posição, morrem e matam sem nenhum constrangimento em nome de "deus".

Olhando assim, será que estamos em tempos de paz? Não creio! Estamos em tempos de engodo, engano, falácia e mentiras. Da mesma forma que a mídia nos apresenta as notícias em tempo real, também apresentam somente aquilo que seus ideais permitem, ou mesmo que desejam p seu coração falacioso. Es tamos vivendo, talvez, a maior mentira de todos os tempos da história da humanidade. Jovens morrem todo dia, assassinados. Quem realmente governa o nosso país é o "crime organizado", talvez por ser mais organizado que o próprio governo instituído. Vemos corrupção, tão intensa, que devassa o país, procrastinando o real crescimento que poderíamos ter. Vivemos a mentira da baixa taxa de desemprego, vivemos a falácia de erradicação da pobreza em nosso país, com o assistencialismo governamental, que a nada leva de concreto, exceto deixar o ser humano indolente, mandrião. Tornamo-nos leniente com os desmandos por estarmos de algum modo inseridos numa história de um país mal formado, mal começado, mal elaborado. Assim, tornamo-nos irresponsáveis com a vida e com o país em si.

Estamos em ano de eleições majoritárias. Iremos eleger a presidência, os governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. O que você pensa? Como você continua a agir acerca de seu país? Vai continuar desleixado quando ao futuro de sua terra? Tome cuidado, pois o que aparentemente não te atingiu ainda, pode acontecer antes que possa pensar de novo. Lembre-se que são quatro anos de mandato, são quatro anos de negligência. Se o governo for bom, melhor, mas se for ruim, ficaremos reclamando por muito tempo. Traga a memória o que te pode dar esperança social. Faço campanha pela não reeleição de ninguém, pensando em mudanças, embora não creia muito no homem com poder para mudar sozinho. Mas quando olho para a instituição "governo" como algo com autoridade dada por Deus (Romanos 13.1-7), me vejo com responsabilidade votar bem, da melhor maneira possível, para que não me arrependa, mesmo que o candidato por mim votado não seja eleito. E mais feliz ainda se o for, e fizer um papel relevante para o país, e não para mim ou qualquer outro indivíduo.

Portanto, querido(a) pense que está iminente o "grande dia do Senhor", e faça o seu papel de forma a poder deitar-se com segurança espiritual, porque não foi negligente com a sua vida, tampouco, com a de outros que de você dependem. 

Boa reflexão!
(Rev. Maurício Ferreira)

fevereiro 04, 2014

TRINTA ANOS, MARCA INDELÉVEL EM JACUNDÁ

Neste mês a Igreja Presbiteriana em Jacundá completa trinta anos de existência como Igreja emancipada, organizada conforme os estatutos presbiterianos. No dia 19 de fevereiro de mil novecentos e oitenta e quatro organizava-se a Igreja e firmava-se definitivamente o trabalho presbiteriano na cidade de Jacundá, no estado do Pará.

Hoje, 30 anos depois, continua ela uma Igreja pujante, cheia de viço e de verdor, caminhando rumo ao encontro com o noivo, buscando permanecer sempre numa esfera de santidade e pureza. Temos nossos vícios, temos nossos ranços, temos nossos problemas, nossas neurastenias eclesiais, mas somos um povo unido, que vive para glorificar ao Senhor e Rei com cada evento, culto, encontro. Gostamos de orar, e orar de joelhos, dobrando-nos ante o trono e aquele que nele esta assentado, louvamos a Deus e ao Cordeiro com fervor, por sabemos que a economia divina é grandiosamente relevante na nossa existência como Igreja.

Quando comemoramos trinta anos, estamos dizendo ao Senhor da Igreja, obrigado por até aqui nos haver abençoado ricamente, e graças te rendemos por nos amar a ponto de ter dado o Seu Unigênito Filho para morrer a nossa morte. Suplicamos que nos dê capacidade para entender tudo que o Senhor deseja de nós como corpo e individualmente, e ainda que nos mostre sempre adiante o caminho que devamos trilhar. Amado Deus, toma-nos em tuas mãos e continua a nos transformar de modos que o testemunho nosso seja sempre: “Eu era cege, agora eu vejo”, como aquele ex-cego de nascença curado por Jesus com lodo e uma lavada no tanque de Siloé.

Viver é poder acordar cada dia e deixar ao pé do altar nossa gratidão. Pois sabemos que as misericórdias do Senhor já foram renovadas sobre nós profusamente antes que abramos nossos olhos. É também colocar ao pé da cruz nosso viver, pois sabemos que ali fomos restaurados pela remissão de nossos pecados e reconciliados pois com Deus. É ainda podermos andar sabendo que cada passo nos é caro, e que cada instante nos é custoso pois entendemos que não somos nós quem vivemos, mas Cristo vive em nós. E por fim, ´podermos andar altaneiramente por crermos que o Espírito Santo habita nosso ser e norteia todos os nossos projetos e planos, traduzindo-os para o plano divino em nossas vidas.

Assim, ao comemorarmos estes trinta anos, que saibamos de tudo isso e sejamos gratos por tudo isso também. Deus amou e ama a Sua Igreja, Deus continua a nos amar de forma intensa e redentora. Deus olha para nós com a força de um coração que essencialmente é amor e que dá isso aqueles que lhe obedecem. Deus fez diferença ao criar a Sua Igreja, na manutenção de seu povo unido e na consumação de tudo isso que vislumbramos como promessa e expectamos como compromisso cumprido no céu. Louvado seja o Senhor da Igreja pelos trinta anos da Igreja Presbiteriana em Jacundá.


(Rev. Maurício Ferreira)

VIVAMOS SOB O GRACIOSO CUIDADO DO CRIADOR.

Nós não somos pecadores porque pecamos, pecamos porque somos pecadores. Quando o Senhor Deus criou a terra, do nada, formou-a e nela colocou o homem, para dominá-la, e cuidar dela, ele viu que tudo era muito bom. Toda a criação constituía-se num harmonioso pano de fundo para que Deus pudesse dar ao ser humano criado toda logística necessária para existir. No entanto, colocou neste mundo um definidor para que esta criatura racional exercitar sua obediência.

O homem falhou. Não foi obediente. Comeu do fruto cuja ordem era não comer. Morreu. Agora, o homem criado fora do jardim de Deus, teria que buscar seu próprio sustento através do trabalho árduo, seus filhos e filhas seriam concebidos e nasceriam com muito esforço e de forma dolorosa. Vieram-lhe filhos, dois específicos. Um assassinou o outro e demonstrou a ideia de que o pecado agora egia sobre a vida dos homens. Foi também deixado a própria revelia pelo Senhor, e o mundo se enchia de criaturas pecadoras, em semelhança de seus primeiros pais.

O mundo seguiu em sua sina pecaminosa, em rebeldia para com Deus. O homem, agora criatura pecadora, volta a ter consciência de Deus. Por causa do pecado da humanidade, Deus manda uma chuva muito intensa que destruiria praticamente toda criação, exceto aquilo que ele escolhera para dar continuidade a vida na terra, dentro de uma grande barco e com uma família completa, do único ser humano encontrado, pecador, mas fiel e justo diante do Senhor. Recomeçava-se a história da humanidade. Novamente a humanidade prolifera, agora através de uma família, não mais de um casal. Nesta família havia obedientes e desobedientes. O povo cresce e volta a demonstrar sua natureza pecadora e rebelde.

Ajuntam-se os homens, planejam construir uma pirâmide muito grande, tão grande que alcançasse os céus. O pecado da autossuficiência e da ambição se mostram no coração impenitente. Deus confunde-lhes o entendimento e a comunicação e ao contrário de se unirem numa só tribo, afastam-se com seus afins e povoam a terra toda. Mas o ser humano gregário e solidário continua sua existência pecaminosa diante do Deus onisciente. Deus acompanha a sua criação de perto.

Entre os impenitentes, promove a formação de um povo, entre os demais, que pelo menos iria representa-lo sobre a face da terra, mesmo com seus erros e defeitos. Durante muitos anos, de um escolhido Deus forma esta nação, coloca-a juntos a outras nações, ela enquanto cresce também vai aprendendo a ser um povo. Quando chega o tempo propicio, Deus lhes dá o aio para que pudessem se guiar entre os outros povos, entre si mesmos e diante do Senhor. Este povo é colocado numa terra, de outros povos, mas a eles concedida por Deus, ele a conquistam de forma predadora aos olhos humanos naturais e de forma miraculosa aos olhos do crente. Nela vivem, sobrevivem e convivem, algumas vezes cumprindo as ordens do Criador, e na maioria das vezes desobedientes a estas ordens. Sempre foram tolerantes, quando Deus ordenara a intolerância total. Sempre se quedaram aos costumes de seus vizinhos quando Deus ordenou uma completa autossuficiência por parte deles, pois Deus estava na dianteira.

O povo pecou, perverteu-se ante outros povos, como de praxe, ouviu mais o mundo que ao Espírito Santo. Deus sempre perto lhes enviava mensageiros, estes lutavam, libertavam, falavam, e por um pouco de tempo o povo ouvia. Mas o tempo se passava e o povo esquecia-se de Deus, tendência natural do ser humano pecador. Quando muito oprimido pelo sofrimento lembravam-se, clamavam e Deus os ouvia, e cuidava deles de forma amorosa e misericordiosa. Muitos servos foram instrumentos divinos da pregação de seu amor e misericórdia e levaram sua missão até a morte. Mas o homem não se contenta somente com o Deus suficiente a si, e quer viver como os outros homens. Solicita a sacerdote que lhes fizesse um povo como os outros povos, com um rei que lhes fosse visível, lutasse diante deles e lhes conduzisse de forma direta.

Deus lhes concede um rei vistoso aos olhos humanos, pecador como todos os outros e com as mesmas afeições. Este se esquece de Deus e comete o pecado de deixar Deus de lado. Deus levanta outro rei e de forma paciente, prepara-o e prepara o povo para entender exatamente quem era o verdadeiro Senhor deles como nação, ele o Senhor dos exércitos. Durante muitos anos o rei escolhido perambula pelas terras do mundo sendo preparado para todo tipo de situação, até o dia em que se assenta no trono. Deus nunca mais lhe tira dali através de sua descendência real até chegar ao Messias, seu descendente, o filho do homem.

Este povo permanece com a mesma índole pecadora diante de Deus. Um povo rebelde e ingrato, cheio de vícios e com aviltantes pecados ante o Criador e Senhor. O homem se mostra sempre como o homem pecador diante do Deus amoroso, misericordioso e gracioso. Deus envia então o Seu Unigênito Filho, com a finalidade de mudar a situação do ser humano que andava afastado dele desde o Éden e embora soubesse que ele os havia criado e até ali conduzido, optava por deixar Deus de lado e olhar somente para o ser criado. Cristo vem, muda a forma de relacionamento com Deus, muda as distancias entre os homens e Deus, torna-se o único mediador como Deus e homem. Morre na cruz pelos pecados da humanidade, cumpre de forma consumada todos os requisitos para aplacar a ira divina ante o pecado do homem. Redime. Expia. Regenera. Justifica. E nós hoje podemos olhar novamente para o trono.

Vermos nele assentado aquele que é o Pai, vermos junto deste aquele que é o Filho. Vermos o destino da humanidade nas mãos do Pai para sempre. Vermos revelado este destino através do Cordeiro de Deus que tira todo o pecado do mundo. Podermos, como humanidade criada juntarmos nossas vozes aos quatros seres viventes, aos vinte e quatro anciãos, aos anjos em coro celestial e cantarmos: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos, amém” (Apocalipse 5.13).

Portanto, querido(a) quero concluir pensando junto a você que somos rebeldes pecadores, mas estamos novamente diante do trono de amor, estamos outra vez próximos ao altar de graça e misericórdia. Estamos sempre, debaixo da graça do Pai que Reina eternamente. Quedemo-nos diante de Deus, adoremos a Jesus Cristo, ouçamos o Espírito Santo. Deus está conosco, continua a amar o pecador. Continua a amar a você e a mim. Continua a exercitar sua misericórdia. Abra seu coração, pecador, e deixe a luz do céu entrar. Deus nunca mudou, louvado seja, nós mudamos sempre, para e pela graça maravilhosa dEle sobre nós.


(Rev. Maurício Ferreira)