fevereiro 26, 2014

ESTAMOS ALEGRES

Estamos alegres, Deus honra o seu povo. Somos muitas vezes ingratos, somos muitas vezes indiferentes. Mas não temos como não nos alegrarmos com o que Deus faz em nossas vidas, nem temos como não entendermos o que Ele realiza, mesmo que entendamos erroneamente o como. Por isso devemos glorificar a Deus pelo que Ele fez, e mais ainda pelo que Ele está fazendo através de nós.

Neste último final de semana, estivemos três dias em festa, muito felizes, e com uma indizível alegria pudemos glorificar ao nosso Deus por todos os seus benefícios para conosco. Foi uma festa linda, foram cultos com alimento espiritual muito edificante: o Rev. Ruy de Araújo Santos, MD. Presidente do Presbitério Leste da Transamazônica e pastor na Igreja Presbiteriana em Tucuruí, na sexta-feira esteve presente nos falando da parte do Altíssimo, acerca de nos lembrarmos do irremediavelmente perdido, e tomarmos rumo na vida enquanto há tempo, recebendo a graça do Senhor amoroso e misericordioso. O Rev. Iran dos Santos Medeiros, pastor na Igreja Presbiteriana em Goianésia do Pará, esteve nos outros dois dias: sábado e domingo nos trazendo a mensagem que falava do caminho do Senhor, que mesmo sendo o mais difícil e longo, é o melhor para o ser humano. É o caminha cheio de sabedoria e que nos conduz conforme a vontade do Criador ao melhor para nós.

Como é bom podermos nos reunir a dizer louvado seja Senhor Deus por tudo que tens feito entre nós. São trinta anos de uma Igreja emancipada, com uma filha e servindo a Deus por todo esse tempo. Glorifico ao Pai por isso, e rogo a Deus que continue nos abençoando realizando sua obra em nós para através de nós continuarmos a missão divina de evangelizar o mundo inteiro. Somos as mais felizes das criaturas, pois nos tornamos filhos amados, amigos de Deus, e podemos olhar para cima, todas as vezes que estamos alegres, felizes neste mundo.

Estamos alegres, pois ao completarmos trinta anos percebemos que ainda temos uma grande obra a ser realizada, e não podemos ficar olhando pro nosso Egito, mas necessitamos olhar para o as promessas de Deus para Sua Igreja, e esta está no futuro, que deve ser alcançado a cada passo que damos. Nossos quarenta anos ainda não se completaram, assim, necessitamos continuar caminhando, olhando para frente, olhando o Autor e Consumador de nossa fé para alcançarmos os objetivos divinos para nós Igreja abençoada, até amada, e para sempre amorosa.

Pare de reclamar, pare de olhar para trás, olhe pra frente, arregace as mangas de sua vese e sigamos rumo ao objetivo de Deus, que é nada menos que pregar o evangelho a toda criatura no mundo inteiro. Somos testemunha do Cordeiro, vamos fazer jus a confiança de Deus em nos ordenar que Jerusalém, toda Judéia, Samaria e os confins da terra sejam atingido. Tudo isso! Sem nos esquecermos do “tanto em Jerusalém, quanto...”. Comecemos por aqui, vamos levar a Palavra viva de Deus a +Um amado(a), já! Comecemos imediatamente! Aleluia, estamos alegres pois Deus continua a nos abençoar!

(Rev. Maurício Ferreira)


fevereiro 20, 2014

PENSA BEM BRASILEIRO!

Quando olhamos o mundo ao nosso redor, nos vemos rodeados de tumultos que simula as guerras que preanunciam o Apocalipse. Vemos cristãos sendo perseguidos pelo mundo a fora, vemos civis perseguidos por governos e perseguindo governos. Vemo-nos perseguidos pelas ditaduras veladas daqueles que discriminam e se escondem sob bandeiras nem sempre legitimadas pela sociedade. Vemos países como a Venezuela que sem nenhum pudor faz coisas terríveis com aqueles que não concordam com seus ideais. Vemos pessoas diferentes perseguidas pelos "normais" obtusos que acham ser melhor que todos ao seu redor. Vemos locais onde os seres humanos inconformados com a sua situação, econômica, social, política, espiritual e ou religiosa brigam por uma posição, morrem e matam sem nenhum constrangimento em nome de "deus".

Olhando assim, será que estamos em tempos de paz? Não creio! Estamos em tempos de engodo, engano, falácia e mentiras. Da mesma forma que a mídia nos apresenta as notícias em tempo real, também apresentam somente aquilo que seus ideais permitem, ou mesmo que desejam p seu coração falacioso. Es tamos vivendo, talvez, a maior mentira de todos os tempos da história da humanidade. Jovens morrem todo dia, assassinados. Quem realmente governa o nosso país é o "crime organizado", talvez por ser mais organizado que o próprio governo instituído. Vemos corrupção, tão intensa, que devassa o país, procrastinando o real crescimento que poderíamos ter. Vivemos a mentira da baixa taxa de desemprego, vivemos a falácia de erradicação da pobreza em nosso país, com o assistencialismo governamental, que a nada leva de concreto, exceto deixar o ser humano indolente, mandrião. Tornamo-nos leniente com os desmandos por estarmos de algum modo inseridos numa história de um país mal formado, mal começado, mal elaborado. Assim, tornamo-nos irresponsáveis com a vida e com o país em si.

Estamos em ano de eleições majoritárias. Iremos eleger a presidência, os governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. O que você pensa? Como você continua a agir acerca de seu país? Vai continuar desleixado quando ao futuro de sua terra? Tome cuidado, pois o que aparentemente não te atingiu ainda, pode acontecer antes que possa pensar de novo. Lembre-se que são quatro anos de mandato, são quatro anos de negligência. Se o governo for bom, melhor, mas se for ruim, ficaremos reclamando por muito tempo. Traga a memória o que te pode dar esperança social. Faço campanha pela não reeleição de ninguém, pensando em mudanças, embora não creia muito no homem com poder para mudar sozinho. Mas quando olho para a instituição "governo" como algo com autoridade dada por Deus (Romanos 13.1-7), me vejo com responsabilidade votar bem, da melhor maneira possível, para que não me arrependa, mesmo que o candidato por mim votado não seja eleito. E mais feliz ainda se o for, e fizer um papel relevante para o país, e não para mim ou qualquer outro indivíduo.

Portanto, querido(a) pense que está iminente o "grande dia do Senhor", e faça o seu papel de forma a poder deitar-se com segurança espiritual, porque não foi negligente com a sua vida, tampouco, com a de outros que de você dependem. 

Boa reflexão!
(Rev. Maurício Ferreira)

fevereiro 04, 2014

TRINTA ANOS, MARCA INDELÉVEL EM JACUNDÁ

Neste mês a Igreja Presbiteriana em Jacundá completa trinta anos de existência como Igreja emancipada, organizada conforme os estatutos presbiterianos. No dia 19 de fevereiro de mil novecentos e oitenta e quatro organizava-se a Igreja e firmava-se definitivamente o trabalho presbiteriano na cidade de Jacundá, no estado do Pará.

Hoje, 30 anos depois, continua ela uma Igreja pujante, cheia de viço e de verdor, caminhando rumo ao encontro com o noivo, buscando permanecer sempre numa esfera de santidade e pureza. Temos nossos vícios, temos nossos ranços, temos nossos problemas, nossas neurastenias eclesiais, mas somos um povo unido, que vive para glorificar ao Senhor e Rei com cada evento, culto, encontro. Gostamos de orar, e orar de joelhos, dobrando-nos ante o trono e aquele que nele esta assentado, louvamos a Deus e ao Cordeiro com fervor, por sabemos que a economia divina é grandiosamente relevante na nossa existência como Igreja.

Quando comemoramos trinta anos, estamos dizendo ao Senhor da Igreja, obrigado por até aqui nos haver abençoado ricamente, e graças te rendemos por nos amar a ponto de ter dado o Seu Unigênito Filho para morrer a nossa morte. Suplicamos que nos dê capacidade para entender tudo que o Senhor deseja de nós como corpo e individualmente, e ainda que nos mostre sempre adiante o caminho que devamos trilhar. Amado Deus, toma-nos em tuas mãos e continua a nos transformar de modos que o testemunho nosso seja sempre: “Eu era cege, agora eu vejo”, como aquele ex-cego de nascença curado por Jesus com lodo e uma lavada no tanque de Siloé.

Viver é poder acordar cada dia e deixar ao pé do altar nossa gratidão. Pois sabemos que as misericórdias do Senhor já foram renovadas sobre nós profusamente antes que abramos nossos olhos. É também colocar ao pé da cruz nosso viver, pois sabemos que ali fomos restaurados pela remissão de nossos pecados e reconciliados pois com Deus. É ainda podermos andar sabendo que cada passo nos é caro, e que cada instante nos é custoso pois entendemos que não somos nós quem vivemos, mas Cristo vive em nós. E por fim, ´podermos andar altaneiramente por crermos que o Espírito Santo habita nosso ser e norteia todos os nossos projetos e planos, traduzindo-os para o plano divino em nossas vidas.

Assim, ao comemorarmos estes trinta anos, que saibamos de tudo isso e sejamos gratos por tudo isso também. Deus amou e ama a Sua Igreja, Deus continua a nos amar de forma intensa e redentora. Deus olha para nós com a força de um coração que essencialmente é amor e que dá isso aqueles que lhe obedecem. Deus fez diferença ao criar a Sua Igreja, na manutenção de seu povo unido e na consumação de tudo isso que vislumbramos como promessa e expectamos como compromisso cumprido no céu. Louvado seja o Senhor da Igreja pelos trinta anos da Igreja Presbiteriana em Jacundá.


(Rev. Maurício Ferreira)

VIVAMOS SOB O GRACIOSO CUIDADO DO CRIADOR.

Nós não somos pecadores porque pecamos, pecamos porque somos pecadores. Quando o Senhor Deus criou a terra, do nada, formou-a e nela colocou o homem, para dominá-la, e cuidar dela, ele viu que tudo era muito bom. Toda a criação constituía-se num harmonioso pano de fundo para que Deus pudesse dar ao ser humano criado toda logística necessária para existir. No entanto, colocou neste mundo um definidor para que esta criatura racional exercitar sua obediência.

O homem falhou. Não foi obediente. Comeu do fruto cuja ordem era não comer. Morreu. Agora, o homem criado fora do jardim de Deus, teria que buscar seu próprio sustento através do trabalho árduo, seus filhos e filhas seriam concebidos e nasceriam com muito esforço e de forma dolorosa. Vieram-lhe filhos, dois específicos. Um assassinou o outro e demonstrou a ideia de que o pecado agora egia sobre a vida dos homens. Foi também deixado a própria revelia pelo Senhor, e o mundo se enchia de criaturas pecadoras, em semelhança de seus primeiros pais.

O mundo seguiu em sua sina pecaminosa, em rebeldia para com Deus. O homem, agora criatura pecadora, volta a ter consciência de Deus. Por causa do pecado da humanidade, Deus manda uma chuva muito intensa que destruiria praticamente toda criação, exceto aquilo que ele escolhera para dar continuidade a vida na terra, dentro de uma grande barco e com uma família completa, do único ser humano encontrado, pecador, mas fiel e justo diante do Senhor. Recomeçava-se a história da humanidade. Novamente a humanidade prolifera, agora através de uma família, não mais de um casal. Nesta família havia obedientes e desobedientes. O povo cresce e volta a demonstrar sua natureza pecadora e rebelde.

Ajuntam-se os homens, planejam construir uma pirâmide muito grande, tão grande que alcançasse os céus. O pecado da autossuficiência e da ambição se mostram no coração impenitente. Deus confunde-lhes o entendimento e a comunicação e ao contrário de se unirem numa só tribo, afastam-se com seus afins e povoam a terra toda. Mas o ser humano gregário e solidário continua sua existência pecaminosa diante do Deus onisciente. Deus acompanha a sua criação de perto.

Entre os impenitentes, promove a formação de um povo, entre os demais, que pelo menos iria representa-lo sobre a face da terra, mesmo com seus erros e defeitos. Durante muitos anos, de um escolhido Deus forma esta nação, coloca-a juntos a outras nações, ela enquanto cresce também vai aprendendo a ser um povo. Quando chega o tempo propicio, Deus lhes dá o aio para que pudessem se guiar entre os outros povos, entre si mesmos e diante do Senhor. Este povo é colocado numa terra, de outros povos, mas a eles concedida por Deus, ele a conquistam de forma predadora aos olhos humanos naturais e de forma miraculosa aos olhos do crente. Nela vivem, sobrevivem e convivem, algumas vezes cumprindo as ordens do Criador, e na maioria das vezes desobedientes a estas ordens. Sempre foram tolerantes, quando Deus ordenara a intolerância total. Sempre se quedaram aos costumes de seus vizinhos quando Deus ordenou uma completa autossuficiência por parte deles, pois Deus estava na dianteira.

O povo pecou, perverteu-se ante outros povos, como de praxe, ouviu mais o mundo que ao Espírito Santo. Deus sempre perto lhes enviava mensageiros, estes lutavam, libertavam, falavam, e por um pouco de tempo o povo ouvia. Mas o tempo se passava e o povo esquecia-se de Deus, tendência natural do ser humano pecador. Quando muito oprimido pelo sofrimento lembravam-se, clamavam e Deus os ouvia, e cuidava deles de forma amorosa e misericordiosa. Muitos servos foram instrumentos divinos da pregação de seu amor e misericórdia e levaram sua missão até a morte. Mas o homem não se contenta somente com o Deus suficiente a si, e quer viver como os outros homens. Solicita a sacerdote que lhes fizesse um povo como os outros povos, com um rei que lhes fosse visível, lutasse diante deles e lhes conduzisse de forma direta.

Deus lhes concede um rei vistoso aos olhos humanos, pecador como todos os outros e com as mesmas afeições. Este se esquece de Deus e comete o pecado de deixar Deus de lado. Deus levanta outro rei e de forma paciente, prepara-o e prepara o povo para entender exatamente quem era o verdadeiro Senhor deles como nação, ele o Senhor dos exércitos. Durante muitos anos o rei escolhido perambula pelas terras do mundo sendo preparado para todo tipo de situação, até o dia em que se assenta no trono. Deus nunca mais lhe tira dali através de sua descendência real até chegar ao Messias, seu descendente, o filho do homem.

Este povo permanece com a mesma índole pecadora diante de Deus. Um povo rebelde e ingrato, cheio de vícios e com aviltantes pecados ante o Criador e Senhor. O homem se mostra sempre como o homem pecador diante do Deus amoroso, misericordioso e gracioso. Deus envia então o Seu Unigênito Filho, com a finalidade de mudar a situação do ser humano que andava afastado dele desde o Éden e embora soubesse que ele os havia criado e até ali conduzido, optava por deixar Deus de lado e olhar somente para o ser criado. Cristo vem, muda a forma de relacionamento com Deus, muda as distancias entre os homens e Deus, torna-se o único mediador como Deus e homem. Morre na cruz pelos pecados da humanidade, cumpre de forma consumada todos os requisitos para aplacar a ira divina ante o pecado do homem. Redime. Expia. Regenera. Justifica. E nós hoje podemos olhar novamente para o trono.

Vermos nele assentado aquele que é o Pai, vermos junto deste aquele que é o Filho. Vermos o destino da humanidade nas mãos do Pai para sempre. Vermos revelado este destino através do Cordeiro de Deus que tira todo o pecado do mundo. Podermos, como humanidade criada juntarmos nossas vozes aos quatros seres viventes, aos vinte e quatro anciãos, aos anjos em coro celestial e cantarmos: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos, amém” (Apocalipse 5.13).

Portanto, querido(a) quero concluir pensando junto a você que somos rebeldes pecadores, mas estamos novamente diante do trono de amor, estamos outra vez próximos ao altar de graça e misericórdia. Estamos sempre, debaixo da graça do Pai que Reina eternamente. Quedemo-nos diante de Deus, adoremos a Jesus Cristo, ouçamos o Espírito Santo. Deus está conosco, continua a amar o pecador. Continua a amar a você e a mim. Continua a exercitar sua misericórdia. Abra seu coração, pecador, e deixe a luz do céu entrar. Deus nunca mudou, louvado seja, nós mudamos sempre, para e pela graça maravilhosa dEle sobre nós.


(Rev. Maurício Ferreira)

fevereiro 03, 2014

30 ANOS VIVENDO PARA GLORIFICAR AO CRIADOR.

Neste mês a Igreja Presbiteriana em Jacundá completa trinta anos de existência como Igreja emancipada, organizada conforme os estatutos presbiterianos. No dia 19 de fevereiro de mil novecentos e oitenta e quatro organizava-se a Igreja e firmava-se definitivamente o trabalho presbiteriano na cidade de Jacundá, no estado do Pará.

Hoje, 30 anos depois, continua ela uma Igreja pujante, cheia de viço e de verdor, caminhando rumo ao encontro com o noivo, buscando permanecer sempre numa esfera de santidade e pureza. Temos nossos vícios, temos nossos ranços, temos nossos problemas, nossas neurastenias eclesiais, mas somos um povo unido, que vive para glorificar ao Senhor e Rei com cada evento, culto, encontro. Gostamos de orar, e orar de joelhos, dobrando-nos ante o trono e aquele que nele esta assentado, louvamos a Deus e ao Cordeiro com fervor, por sabemos que a economia divina é grandiosamente relevante na nossa existência como Igreja.
 
Quando comemoramos trinta anos, estamos dizendo ao Senhor da Igreja, obrigado por até aqui nos haver abençoado ricamente, e graças te rendemos por nos amar a ponto de ter dado o Seu Unigênito Filho para morrer a nossa morte. Suplicamos que nos dê capacidade para entender tudo que o Senhor deseja de nós como corpo e individualmente, e ainda que nos mostre sempre adiante o caminho que devamos trilhar. Amado Deus, toma-nos em tuas mãos e continua a nos transformar de modos que o testemunho nosso seja sempre: “Eu era cege, agora eu vejo”, como aquele ex-cego de nascença curado por Jesus com lodo e uma lavada no tanque de Siloé.

Viver é poder acordar cada dia e deixar ao pé do altar nossa gratidão. Pois sabemos que as misericórdias do Senhor já foram renovadas sobre nós profusamente antes que abramos nossos olhos. É também colocar ao pé da cruz nosso viver, pois sabemos que ali fomos restaurados pela remissão de nossos pecados e reconciliados pois com Deus. É ainda podermos andar sabendo que cada passo nos é caro, e que cada instante nos é custoso pois entendemos que não somos nós quem vivemos, mas Cristo vive em nós. E por fim, ´podermos andar altaneiramente por crermos que o Espírito Santo habita nosso ser e norteia todos os nossos projetos e planos, traduzindo-os para o plano divino em nossas vidas.

Assim, ao comemorarmos estes trinta anos, que saibamos de tudo isso e sejamos gratos por tudo isso também. Deus amou e ama a Sua Igreja, Deus continua a nos amar de forma intensa e redentora. Deus olha para nós com a força de um coração que essencialmente é amor e que dá isso aqueles que lhe obedecem. Deus fez diferença ao criar a Sua Igreja, na manutenção de seu povo unido e na consumação de tudo isso que vislumbramos como promessa e expectamos como compromisso cumprido no céu. Louvado seja o Senhor da Igreja pelos trinta anos da Igreja Presbiteriana em Jacundá.


(Rev. Maurício Ferreira)

janeiro 28, 2014

INSOFISMÁVEL.

Todos sabemos que o sofisma é uma falácia indutiva para se levar a pontos que são errôneos, proposital ou não proposital, no segundo caso um paralogismo. Sabemos também que desde muitos séculos os sofistas existem e estão entranhados nos meios sociais mais diversos. Com os sofistas nascem os sofismas. Isto faz com que muitos não busquem o raciocínio lógico correto, mas simplesmente bebam daquilo que se lhes dá, deixando-se levar por argumentos que conduzirão a conclusões não desejadas, apenas por ser o argumento bem colocado e bem conduzido. Parecem, e apenas parecem ter chegado onde desejava o seu coração. Vemos muito, principalmente no mundo político. Vemos no dia a dia comercial e mercantilista. Vemos na filosofia de ensino nas mais diversas escolas de nosso mundo. Vemos na condução da vida existencial e funcional. Vemos na religiosidade estéril humana. Vemos vícios como consumismo, pedantismo, pretensiosidade não fundamentada na vida que realmente se tem, vemos o homem trilhando caminhos que levam a morte apenas.

Quando avaliamos nossas vidas precisamos definir quem realmente somos e o que realmente desejamos. Assim, sendo, não nos deixarmos enganar por qualquer vento de doutrina. Toda nossa vida é lógica, como dizia Aristóteles. Creio eu hoje, que viver é uma argumentação lógica, quando as teses nos conduzirão a uma síntese verossímil sempre que utilizarmo-la de forma sincera. O sofisma é uma tentativa indutiva de fazer-nos raciocinar de forma lógica, utilizando inverdade, de modos que ao final chegaremos a objetivos “claros”, mas inverossímeis. Portanto, quero chamar sua atenção para as religiões de nossos dias, que utilizam sofismas para nos levar as conclusões que pareçam verdades, mas não são encontradas nas Escrituras e portanto, são conclusões não verdadeiras.

Temos os mais intensos argumentos que fazem o homem pensar que pode chegar a Deus. Temos os mais diversos argumentos que induzem o ser humano a pensar que Jesus é bonzinho e não justo como as Escrituras nos dizem que é. Temos argumentos que levam o cristão a pensar que tem uma tendência de buscar a Deus. Vemos o homem desejoso de ter nas mãos o seu “destino”, e levar a pensar que se morrer várias vezes irá se purificar. Vemo-nos enredados em teses que mostram que Deus é somente um poder, que não interfere na vida terrena, e tampouco está ocupando-se com o ser humano, portanto cada um deve buscar fazer a sua história. Os sofismas vão levando o homem que “não pensa” diretamente para o inferno. O que fazer?

Quero dizer que podemos trilhar outro caminho. O caminho da leitura das Escrituras sem indução. O caminho da leitura bíblica sem interferências externas. O caminho da leitura da Palavra simplesmente na condução divina, através do poder discernidor do Espírito Santo. O caminho de buscar gente que realmente segue ao Senhor, de verdade, para que possamos viver um discipulado que faça diferença, para nós e para o outro. O caminho de pensar, de raciocinar, de extrair por nós mesmos a verdade libertadora.

Portanto, deixemos de lado a desídia e nos envolvamos com a filosofia de buscar, profundamente, ardentemente, profusamente, intensamente tudo aquilo que almejamos concluir para que nossa vida faça sentido. Todo ser humano é religioso de forma nata. Todo ser humano sabe que existe Deus. Todos nós, seres humanos, portanto tentamos conhecer a Deus. Podemos nos deixar ser induzidos enganosamente pelos sofismas religiosos dos tempos de antanho ou podemos ser cientificamente buscadores dos verdadeiros tesouros da religião. Saibamos que uma pérola falsa não pode ser o valor de toda uma existência. Portanto, examinemos as Escrituras que ao mesmo tempo, entenderemos que “uma Pérola verdadeira”: JESUS CRISTO, vale mais do que uma vida. Por exemplo: Para o salmista no deserto tórrido, árido, estéril e sem vida, o oásis valia mais que a própria vida, sua reação foi louvar e bendizer a Deus. O mesmo servo, pôde dizer no final das poesias que todo ser que respirasse, tivesse vida, deveria louvar ao Criador e Senhor Deus, bondoso, misericordioso e fiel.

Quero encerrar, refletindo contigo que devemos pensar. E pensar de forma verdadeira. Pois quando assim o fazemos chegamos ao resultado verdadeiro. Jesus é a verdade libertadora. As amarras nos prendem desde que nascemos, e Ele nos liberta para LHE pertencermos. O preço pago foi alto, muito caro, uma morte ignominiosa de cruz. Ali Ele pagou o preço consequente do pecado, exatamente nos redimindo para que tenhamos abundante e eterna vida. Se Ele nos comprou, mesmo que misericordiosamente nos chame de amigos por nossa obediência, somos também servos, agora, dEle. O nosso poderoso, majestoso, soberano Deus, não deixou a Sua glória, Ele continua Deus: Senhor, condutor, e consumador de todas as coisas (Romanos 11.36). Portanto, nosso Senhor de juízos insondáveis, de caminhos inescrutáveis, também nos conduz a conclusão insofismável para a vida, Jesus Cristo nosso Salvador e Senhor. Qualquer outra síntese será inverossímil, e, portanto indutora a morte. Olhe para as Escrituras, somente elas, inerrantemente, inquestionavelmente, insofismavelmente poderão te mostrar qual é a verdade que liberta: Cristo Jesus.

(Rev. Maurício Ferreira)

janeiro 25, 2014

O CRENTE ANDA PRA FRENTE.

Estamos caminhando! Esta parece uma afirmativa correta, quando pensamos que o mês de janeiro está entrando em sua última semana. Sim, o ano está caminhando, pois o tempo não para. Segue seu curso, indesculpavelmente, segue seu curso. E nós?
Estamos caminhando! Ou estamos caminhando? Dependendo de sua resposta, vamos concluir que continua parado no tempo, ou olhando para trás, ou estagnado e sem norte. Vamos dar uma resposta condizendo com o que se espera do cristão. Ouça a bíblia: “Eu não estou afirmando que já venci ou que já me tornei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o premio, pois Cristo Jesus já me conquistou. É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui me tornar perfeito. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a meta a fim de conseguir o premio da vitória. Esse premio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus”. (Paulo em Filipenses 3.12-14).
Pergunto: estamos caminhando? Quero ver cada cristão dizendo com alegria no coração e sem medo da felicidade em Cristo Jesus – “estou caminhando”. Se você puder dizer isso sinceramente, sei que poderemos dizer como Igreja de Cristo – “Estamos caminhando!” Aleluia.
Vamos andar pra frente, amados(as)!                     

(Rev. Maurício Ferreira)

dezembro 31, 2013

OS VELHOS SONHARÃO

Estamos no último dia do ano dois mil e treze, trinta e um de dezembro. Hoje é aniversário de minha mãe, setenta e seis anos, vividos com prazeres, alegrias, felicidades, também tristezas, desilusões, desprazeres, infelicidades. Hoje uma viúva, mãe de três filhos naturais e uma adotiva, e de não sei quantos ou quantas mais no coração enorme e gracioso de uma mulher virtuosa e bela. Ela está numa idade avançada, considerada idosa, mas cheia de viço e saúde, dentro das possibilidades de uma senhora dentro da faixa da ancianidade em que está.

Olhando para minha mãe, na faixa de longevidade que se encontra, olhando os demais anciãos sob meus auspícios na Igreja que congrego e sou pastor. Olhando para a grande gama de idosos que militam ao meu redor, cada um com as suas características, com as suas idiossincrasias, olhando o Brasil envelhecido, paro para pensar em como é bom sonharmos. Em como e bom ter-se na mente e consequentemente no coração coisas, fatos, atos que ressoam quando adormecemos e se mostram em nossa vida dormente como histórias boas, sonhos, ou ruins pesadelos, mas que nos fazem sentirmo-nos vivos.

Quando é o tempo dos sonhos? Para o ser humano na terceira idade, seus sonhos são reminiscências de sua vida, infantil, juvenil, adulta e agora cheia de experiências a serem contadas. No entanto, sem um público que pare para ouvi-las, pois o mundo em sua dinâmica ativista não tem tempo de aprender através da vida empírica daqueles que já viveram muito, pois não morreram cedo. Gosto de me sentar com minha mãe, de ouvi-la como ouvia a meu avô, seu pai, que sempre me ensinava algo, ele sempre me dizia coisas importantes, para o hoje de minha vida. Pois ele já passara por tudo que naqueles dias, eu ainda não experimentara, mas que vivo hoje.

Qual é mesmo o tempo dos sonhos? Para o jovem, cheio de planos e alvos em sua vida, são os planos, os projetos, os desejos de um coração cheio de esperanças. Esperanças que o levarão a alcançar as metas traçadas ou não. Esperanças que lhe conduzirão a viver de forma disciplinada, e alcançar seus possíveis “sonhos”, ou viver de forma indisciplinada e frustrar-se diante da impotência imposta pelas decisões errôneas e inconstantes que lhe conduzirão para longe de seus “sonhos”. O jovem sonha com o que pretende alcançar, o ancião sonha com o que já viveu. A Bíblia chama de sonho, real o que os velhos terão em sua existência. E chama de visão o que os jovens chamam de “sonhos”.

Portanto, em minha humilde análise, o tempo dos sonhos não é o último dia de um ano, ou mesmo o dia do aniversário, não é o tempo de olhar para trás e percebendo o que fez de certo ou de errado, traçar metas a serem atingidas, a partir deste tempo. Não é viver o esoterismo de se vestir de determinada cor para alcançar misticamente seus propósitos, ou mesmo as previsões mistificadas de falsos videntes, evidentemente exploradores da crendice humana nata. Mas, é reviver coisas que já se passaram sua vida, e que podem te encher de esperanças, ou até mesmo de desilusão. É reviver didaticamente sua vida para ensinar aos mais inexperientes o quanto é bom viver fazendo o que é correto, tomando as decisões certas, olhando para o mundo com a esperança e o ceticismo que ele próprio nos traz. Então, qual é mesmo o tempo do sonho? O tempo dos sonhos é aquele tempo que temos de inatividade, de não mais viver o ativismo, mas de termos a didática vida e o tempo de ensinar aos mais ativos. Viver é aprender. E viver muito é poder sonhar com o tempo vivido e mostrar o que é bom e o que não é bom na vida. Portanto, poder desfrutar dos bons, áureos e agradáveis momentos de uma vida bem vivida e exemplar, pois não acertamos sempre, mas na vida, certamente acertamos mais do que erramos. Vamos, pois viver bem para sonharmos, e não termos pesadelos quando estivermos no tempo de “sonhar”.

Rev. Maurício Ferreira

dezembro 25, 2013

PENSE NO SEU NATAL.

Natal de crente é diferente. Natal de crente é divergente. Natal de crente é experiente. Experimente o Natal de crente! Começo assim a pensar com você sobre o verdadeiro Natal, pois tem muita gente fazendo do Natal uma miscelânea de comemorações sem sentido e basicamente humanas.

Pensando assim, vamos caminhar um pouco pelas trilhas comemorativas desta festa cristã, que tomou direcionamentos totalmente pagãos. Tudo começou na Igreja, na mente e coração de gente que sabia quem foi e é Jesus e criou-se uma forma de homenageá-lo pensando em seu nascimento. Depois, com as investidas consumistas o comércio começou a ver que poderia tirar proveito disso. Começou a se distribuir presentes, e estes geralmente vinham do comercio municipal ou até mesmo de outros mais longínquos. O consumismo comercial ganhou o mundo, o assistencialismo nestes dias também. Assim, um servo de Deus que fazia coisas boas, foi comercialmente transformado numa figura de marketing, muito bem bolado por sinal, assim surgiu a figura do Noel.

Nesta caminhada o ser humano foi transformando algo que era pra ser cristão em algo puramente humano. Foi desmistificando a criação eclesial e transformando numa opção secular. Então, os cristãos, optaram pelo outro extremo e deixaram de lado a festa, a comemoração, os objetivos e pararam de realizar ou até mesmo entraram na onda secular e passaram a comemorar o Natal como o mundo comemora. Por isso digo que Natal de crente deve ser diferente.

Diferente porque Natal de crente não tem a conotação comercial que o mundo coloca. Não é somente dar presentes, não é somente comprar e gastar. Mas, vai, além disso, não digo que não devamos presentear aos caros em nossa vida, digo que este não deve ser o principal objetivo do Natal. Não digo que não se deva fazer festinha, mas estas festas sirvam para mostrar que nossa família é o bem mais precioso que temos. Portanto o melhor presente que podemos dar a cada parente é mostrar Jesus Cristo como a maior das realidades salvíficas do planeta terra e como a única alternativa real de vida para o ser humano.

Diferente porque não vemos o Natal como uma festa mítica, que nos traz um Cristo nascido miraculosamente, mas nascido de mulher. Uma serva escolhida por Deus, para gerar o Filho amado, unigênito, do Senhor. Uma geração miraculosa, um nascimento natural. Deus faz tudo perfeito, para que o pleno Filho de Deus tivesse sido também o pleno Filho do homem. O Santo, único, em suas duas naturezas se complementa para salvar a humanidade caída. Deus é Sua perfeição também faz perfeita a expiação de nossos pecados e nos presenteia com a salvação que somente Ele poderia conceder-nos pela graça maravilhosa. Por isso o Natal do crente é diferente.

Diferente porque o crente não comemora festividades comerciais, tampouco festividades míticas. Não comemora o aniversário de Jesus Cristo, comemora a encarnação do Verbo Eterno. Cristo se encarnou, o Verbo se fez carne a habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (João 1.14a). Aquele que no princípio era o Verbo que estava com Deus e era Deus (João 1.1). E este Verbo, Deus desde a eternidade, se fez carne e foi visualizado em Sua glória, glória como do Unigênito do Pai (João 1.14b). Imagine sua salvação nas mãos de Cristo, pois se Ele não fosse realidade, estaríamos irremediavelmente perdidos para sempre. Imagine Jesus Cristo, vivendo entre nós, pregando o reino de Deus, proclamando arrependimento para a vida, uma vida ao alcance de nossas mãos, e morrendo no nosso lugar, pregado naquela cruz para que nós sejamos libertos da consequência do pecado (Romanos 3.6), uma vez que todos nós somos pecadores (Romanos 3.23).

Portanto, o Natal do crente é diferente porque quando olhamos para o Cristo que se Encarnou, olhamos para uma obra completa, para um projeto plenamente e perfeitamente executado. Não olhamos para os pequenos quadrículos deste projeto, visualizamos todo o quadro. De outra forma, vemos o Cristo preexistente, eterno, infinito, infalível, forte, poderoso, onisciente, onipotente e onipresente. Cristo o senhor, o Salvador, Criador e nosso gracioso redentor. Nosso Natal é diferente porque nos traz a verdadeira alegria, como homens amados por Deus Pai. Nosso Natal é diferente porque nos mostra o que o verdadeiro amor é capaz pelos seus amados.

Por nosso Natal ser diferente de tudo que apresenta o mundo, somos os mais felizes dos seres humanos, por não vivermos a ilusão materialista, por não vivermos o misticismo religioso, por não termos obrigação de correr atrás do Salvador. Ele veio a nós, fez-se carne como nós, morreu na cruz por nós e ressuscitou para continuar a advogar nossa causa. Pense, mude, faça também o seu Natal diferente, muito mais no coração crente, do que na vida de ilusão. Deus fez o Natal do crente.

(Rev. Maurício Ferreira)

DEUS É O SENHOR!

Sarar nossa terra é uma promessa do Criador. Quando o rei Salomão consagrava ao Senhor o Templo recém-construído. Também rogava de Deus as bênçãos para aquele lugar, uma vez que o templo se sacralizava na medida em que a presença divina era uma representativa realidade no Tabernáculo. E agora o povo entendia que construir um templo também teria a mesma conotação tabernacular. Tudo bem, Deus se envolveu com o Seu povo e lhes prometeu, numa conversa noturna com o rei, que “se” chamado por uma nação convertida, ele ouviria, entenderia, perdoaria pecados e sararia a terra deles (II Crônicas 7.14). Mas dentre as promessas divinas, esta também a promessa de Sua divina presença entre eles com os ouvidos atentos, os olhos abertos à oração que se fizesse naquele lugar. Isto movia a atenção do povo para a necessidade de Deus estar entre eles, junto deles e realizando o que Ele sempre realizara no meio deles (II Crônicas 7.15). este Deus presente no seio daquela nação os fez mais seguros, mais confiantes, mas também mais virtuosos em alguns atos e alguns tempos de sua história. Deus protegia Israel porque era o Seu Deus e aquele era o Seu povo. Habitava entre eles, conduzia-os passo a passo, sem jamais deixa-los sozinhos, embora fosse um povo, como todo povo, rebelde.

Hoje, somos o povo de Deus. Pertencemos a Ele totalmente, pois menos que isso Ele não aceita. Ele nos leva a serio, mesmo quando nós negligenciamos o relacionamento com ele. Portanto, a Igreja hodierna tem entre si a presença viva divina, não mais no “Templo”, mas nos santuários formatados por Deus mesmo ao vir habitar “em” nós, para permanecer “entre” nós (I Coríntios 3.16; 6.19-20). Pense que Deus jamais deixou o seu povo, mas a cada tempo Ele se aproxima mais, torna-se mais íntimo. Antes Ele habitava literalmente no “meio” deles. Hoje, Ele habita “neles” sem sair do “meio deles”. A promessa divina foi ser o nosso Deus, e nós o Seu povo. Os tempos se vão, as eras passam, as verdades aparecem, mas nunca Deus ou o seu povo pode simplesmente ficar passivos, pois se assim for, nada acontecerá além de ficarmos idosos sem experiências, pois nada fizemos, nada vivemos a não ser deixar-nos levar pelas ondas existenciais. Por isso, vivamos conscientes de que Deus continua agindo, e deseja que nós também ajamos conforme os seus preceitos e façamos um mundo mais feliz, levemos uma mensagem viva de esperança, pois Deus está em nosso meio e continua a fazer a Sua portentosa obra. Falemos de vida pois a vida habita em nós, não por respirarmos, mas por termos no nosso coração a presença viva da “vida, verdade e único caminho” Jesus Cristo.

O Salmo 33.12 nos diz que “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que Ele escolheu para sua herança”. Pensa nisto, somos a Igreja baseada na pessoa do Unigênito Filho de Deus, que carrega as chaves do reino dos céus (Mateus 16.16-19). Jesus é o nosso alicerce, a nossa pedra angular, a base da Igreja, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo. Nada menos que isso querido. A Igreja é portadora de luz, dissipadora de trevas, pois iluminada pela presença viva do Cordeiro, entre e em si. Mas o Salmo 144.15 também nos fala que “Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor”.

Hoje, vivemos num país extremamente corrompido por inúmeras manifestações de enganos, engodos e mal feitos. Viemos num país em que desde as camadas mais proeminentes de liderança politica até as mais baixas se busca vantagem em tudo, se busca benefício próprio, não se pensa no próximo, a não ser como degrau. Não se pensa no país, naõ se pensa na comunidade, não se pensa na glória de Deus. Só se pensa em si próprio, o brasileiro vive de olhos baixos, pois a única coisa que contempla é o seu próprio umbigo. No entanto, nós filhos de Deus, fechamos nossos olhos para tudo isso para nos envolvermos com temas específicos, como homofobia, por exemplo. Devemos olhar para um universo mais amplo, abrangente, significante, pois a visão que Deus nos concede é mais longa. Olhemos o todo e oremos pelo todo. Pois, nossa nação só será realmente mais feliz, e abençoada quando pudermos olhar e ver, realmente que Deus é o Senhor dela, ninguém mais, nenhuma “grande líder” populista, seja ele político ou religioso, mas Deus, e somente Deus. Posso ser um sonhador, mas confio no Deus que fez a promessa de que a nação mais feliz é aquele em que Ele é o Senhor. Portanto, queridos leitores, oro para que o Senhor abra nossos olhos para sermos realmente luz e sal neste país em que Ele nos colocou.
Sejamos luz, sejamos sal, sejamos servos que glorifiquem o Criador, Senhor e Salvador nosso!

Lembremo-nos que o Cordeiro está caminhando por entre os sete castiçais e tem nas mãos as sete estrelas. Portanto, nada foge ao seu olhar atento ou aos seus ouvidos abertos a oração que se faz, hoje em nosso coração. Oremos!

(Rev. Maurício Ferreira)