fevereiro 04, 2014

TRINTA ANOS, MARCA INDELÉVEL EM JACUNDÁ

Neste mês a Igreja Presbiteriana em Jacundá completa trinta anos de existência como Igreja emancipada, organizada conforme os estatutos presbiterianos. No dia 19 de fevereiro de mil novecentos e oitenta e quatro organizava-se a Igreja e firmava-se definitivamente o trabalho presbiteriano na cidade de Jacundá, no estado do Pará.

Hoje, 30 anos depois, continua ela uma Igreja pujante, cheia de viço e de verdor, caminhando rumo ao encontro com o noivo, buscando permanecer sempre numa esfera de santidade e pureza. Temos nossos vícios, temos nossos ranços, temos nossos problemas, nossas neurastenias eclesiais, mas somos um povo unido, que vive para glorificar ao Senhor e Rei com cada evento, culto, encontro. Gostamos de orar, e orar de joelhos, dobrando-nos ante o trono e aquele que nele esta assentado, louvamos a Deus e ao Cordeiro com fervor, por sabemos que a economia divina é grandiosamente relevante na nossa existência como Igreja.

Quando comemoramos trinta anos, estamos dizendo ao Senhor da Igreja, obrigado por até aqui nos haver abençoado ricamente, e graças te rendemos por nos amar a ponto de ter dado o Seu Unigênito Filho para morrer a nossa morte. Suplicamos que nos dê capacidade para entender tudo que o Senhor deseja de nós como corpo e individualmente, e ainda que nos mostre sempre adiante o caminho que devamos trilhar. Amado Deus, toma-nos em tuas mãos e continua a nos transformar de modos que o testemunho nosso seja sempre: “Eu era cege, agora eu vejo”, como aquele ex-cego de nascença curado por Jesus com lodo e uma lavada no tanque de Siloé.

Viver é poder acordar cada dia e deixar ao pé do altar nossa gratidão. Pois sabemos que as misericórdias do Senhor já foram renovadas sobre nós profusamente antes que abramos nossos olhos. É também colocar ao pé da cruz nosso viver, pois sabemos que ali fomos restaurados pela remissão de nossos pecados e reconciliados pois com Deus. É ainda podermos andar sabendo que cada passo nos é caro, e que cada instante nos é custoso pois entendemos que não somos nós quem vivemos, mas Cristo vive em nós. E por fim, ´podermos andar altaneiramente por crermos que o Espírito Santo habita nosso ser e norteia todos os nossos projetos e planos, traduzindo-os para o plano divino em nossas vidas.

Assim, ao comemorarmos estes trinta anos, que saibamos de tudo isso e sejamos gratos por tudo isso também. Deus amou e ama a Sua Igreja, Deus continua a nos amar de forma intensa e redentora. Deus olha para nós com a força de um coração que essencialmente é amor e que dá isso aqueles que lhe obedecem. Deus fez diferença ao criar a Sua Igreja, na manutenção de seu povo unido e na consumação de tudo isso que vislumbramos como promessa e expectamos como compromisso cumprido no céu. Louvado seja o Senhor da Igreja pelos trinta anos da Igreja Presbiteriana em Jacundá.


(Rev. Maurício Ferreira)

VIVAMOS SOB O GRACIOSO CUIDADO DO CRIADOR.

Nós não somos pecadores porque pecamos, pecamos porque somos pecadores. Quando o Senhor Deus criou a terra, do nada, formou-a e nela colocou o homem, para dominá-la, e cuidar dela, ele viu que tudo era muito bom. Toda a criação constituía-se num harmonioso pano de fundo para que Deus pudesse dar ao ser humano criado toda logística necessária para existir. No entanto, colocou neste mundo um definidor para que esta criatura racional exercitar sua obediência.

O homem falhou. Não foi obediente. Comeu do fruto cuja ordem era não comer. Morreu. Agora, o homem criado fora do jardim de Deus, teria que buscar seu próprio sustento através do trabalho árduo, seus filhos e filhas seriam concebidos e nasceriam com muito esforço e de forma dolorosa. Vieram-lhe filhos, dois específicos. Um assassinou o outro e demonstrou a ideia de que o pecado agora egia sobre a vida dos homens. Foi também deixado a própria revelia pelo Senhor, e o mundo se enchia de criaturas pecadoras, em semelhança de seus primeiros pais.

O mundo seguiu em sua sina pecaminosa, em rebeldia para com Deus. O homem, agora criatura pecadora, volta a ter consciência de Deus. Por causa do pecado da humanidade, Deus manda uma chuva muito intensa que destruiria praticamente toda criação, exceto aquilo que ele escolhera para dar continuidade a vida na terra, dentro de uma grande barco e com uma família completa, do único ser humano encontrado, pecador, mas fiel e justo diante do Senhor. Recomeçava-se a história da humanidade. Novamente a humanidade prolifera, agora através de uma família, não mais de um casal. Nesta família havia obedientes e desobedientes. O povo cresce e volta a demonstrar sua natureza pecadora e rebelde.

Ajuntam-se os homens, planejam construir uma pirâmide muito grande, tão grande que alcançasse os céus. O pecado da autossuficiência e da ambição se mostram no coração impenitente. Deus confunde-lhes o entendimento e a comunicação e ao contrário de se unirem numa só tribo, afastam-se com seus afins e povoam a terra toda. Mas o ser humano gregário e solidário continua sua existência pecaminosa diante do Deus onisciente. Deus acompanha a sua criação de perto.

Entre os impenitentes, promove a formação de um povo, entre os demais, que pelo menos iria representa-lo sobre a face da terra, mesmo com seus erros e defeitos. Durante muitos anos, de um escolhido Deus forma esta nação, coloca-a juntos a outras nações, ela enquanto cresce também vai aprendendo a ser um povo. Quando chega o tempo propicio, Deus lhes dá o aio para que pudessem se guiar entre os outros povos, entre si mesmos e diante do Senhor. Este povo é colocado numa terra, de outros povos, mas a eles concedida por Deus, ele a conquistam de forma predadora aos olhos humanos naturais e de forma miraculosa aos olhos do crente. Nela vivem, sobrevivem e convivem, algumas vezes cumprindo as ordens do Criador, e na maioria das vezes desobedientes a estas ordens. Sempre foram tolerantes, quando Deus ordenara a intolerância total. Sempre se quedaram aos costumes de seus vizinhos quando Deus ordenou uma completa autossuficiência por parte deles, pois Deus estava na dianteira.

O povo pecou, perverteu-se ante outros povos, como de praxe, ouviu mais o mundo que ao Espírito Santo. Deus sempre perto lhes enviava mensageiros, estes lutavam, libertavam, falavam, e por um pouco de tempo o povo ouvia. Mas o tempo se passava e o povo esquecia-se de Deus, tendência natural do ser humano pecador. Quando muito oprimido pelo sofrimento lembravam-se, clamavam e Deus os ouvia, e cuidava deles de forma amorosa e misericordiosa. Muitos servos foram instrumentos divinos da pregação de seu amor e misericórdia e levaram sua missão até a morte. Mas o homem não se contenta somente com o Deus suficiente a si, e quer viver como os outros homens. Solicita a sacerdote que lhes fizesse um povo como os outros povos, com um rei que lhes fosse visível, lutasse diante deles e lhes conduzisse de forma direta.

Deus lhes concede um rei vistoso aos olhos humanos, pecador como todos os outros e com as mesmas afeições. Este se esquece de Deus e comete o pecado de deixar Deus de lado. Deus levanta outro rei e de forma paciente, prepara-o e prepara o povo para entender exatamente quem era o verdadeiro Senhor deles como nação, ele o Senhor dos exércitos. Durante muitos anos o rei escolhido perambula pelas terras do mundo sendo preparado para todo tipo de situação, até o dia em que se assenta no trono. Deus nunca mais lhe tira dali através de sua descendência real até chegar ao Messias, seu descendente, o filho do homem.

Este povo permanece com a mesma índole pecadora diante de Deus. Um povo rebelde e ingrato, cheio de vícios e com aviltantes pecados ante o Criador e Senhor. O homem se mostra sempre como o homem pecador diante do Deus amoroso, misericordioso e gracioso. Deus envia então o Seu Unigênito Filho, com a finalidade de mudar a situação do ser humano que andava afastado dele desde o Éden e embora soubesse que ele os havia criado e até ali conduzido, optava por deixar Deus de lado e olhar somente para o ser criado. Cristo vem, muda a forma de relacionamento com Deus, muda as distancias entre os homens e Deus, torna-se o único mediador como Deus e homem. Morre na cruz pelos pecados da humanidade, cumpre de forma consumada todos os requisitos para aplacar a ira divina ante o pecado do homem. Redime. Expia. Regenera. Justifica. E nós hoje podemos olhar novamente para o trono.

Vermos nele assentado aquele que é o Pai, vermos junto deste aquele que é o Filho. Vermos o destino da humanidade nas mãos do Pai para sempre. Vermos revelado este destino através do Cordeiro de Deus que tira todo o pecado do mundo. Podermos, como humanidade criada juntarmos nossas vozes aos quatros seres viventes, aos vinte e quatro anciãos, aos anjos em coro celestial e cantarmos: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos, amém” (Apocalipse 5.13).

Portanto, querido(a) quero concluir pensando junto a você que somos rebeldes pecadores, mas estamos novamente diante do trono de amor, estamos outra vez próximos ao altar de graça e misericórdia. Estamos sempre, debaixo da graça do Pai que Reina eternamente. Quedemo-nos diante de Deus, adoremos a Jesus Cristo, ouçamos o Espírito Santo. Deus está conosco, continua a amar o pecador. Continua a amar a você e a mim. Continua a exercitar sua misericórdia. Abra seu coração, pecador, e deixe a luz do céu entrar. Deus nunca mudou, louvado seja, nós mudamos sempre, para e pela graça maravilhosa dEle sobre nós.


(Rev. Maurício Ferreira)

fevereiro 03, 2014

30 ANOS VIVENDO PARA GLORIFICAR AO CRIADOR.

Neste mês a Igreja Presbiteriana em Jacundá completa trinta anos de existência como Igreja emancipada, organizada conforme os estatutos presbiterianos. No dia 19 de fevereiro de mil novecentos e oitenta e quatro organizava-se a Igreja e firmava-se definitivamente o trabalho presbiteriano na cidade de Jacundá, no estado do Pará.

Hoje, 30 anos depois, continua ela uma Igreja pujante, cheia de viço e de verdor, caminhando rumo ao encontro com o noivo, buscando permanecer sempre numa esfera de santidade e pureza. Temos nossos vícios, temos nossos ranços, temos nossos problemas, nossas neurastenias eclesiais, mas somos um povo unido, que vive para glorificar ao Senhor e Rei com cada evento, culto, encontro. Gostamos de orar, e orar de joelhos, dobrando-nos ante o trono e aquele que nele esta assentado, louvamos a Deus e ao Cordeiro com fervor, por sabemos que a economia divina é grandiosamente relevante na nossa existência como Igreja.
 
Quando comemoramos trinta anos, estamos dizendo ao Senhor da Igreja, obrigado por até aqui nos haver abençoado ricamente, e graças te rendemos por nos amar a ponto de ter dado o Seu Unigênito Filho para morrer a nossa morte. Suplicamos que nos dê capacidade para entender tudo que o Senhor deseja de nós como corpo e individualmente, e ainda que nos mostre sempre adiante o caminho que devamos trilhar. Amado Deus, toma-nos em tuas mãos e continua a nos transformar de modos que o testemunho nosso seja sempre: “Eu era cege, agora eu vejo”, como aquele ex-cego de nascença curado por Jesus com lodo e uma lavada no tanque de Siloé.

Viver é poder acordar cada dia e deixar ao pé do altar nossa gratidão. Pois sabemos que as misericórdias do Senhor já foram renovadas sobre nós profusamente antes que abramos nossos olhos. É também colocar ao pé da cruz nosso viver, pois sabemos que ali fomos restaurados pela remissão de nossos pecados e reconciliados pois com Deus. É ainda podermos andar sabendo que cada passo nos é caro, e que cada instante nos é custoso pois entendemos que não somos nós quem vivemos, mas Cristo vive em nós. E por fim, ´podermos andar altaneiramente por crermos que o Espírito Santo habita nosso ser e norteia todos os nossos projetos e planos, traduzindo-os para o plano divino em nossas vidas.

Assim, ao comemorarmos estes trinta anos, que saibamos de tudo isso e sejamos gratos por tudo isso também. Deus amou e ama a Sua Igreja, Deus continua a nos amar de forma intensa e redentora. Deus olha para nós com a força de um coração que essencialmente é amor e que dá isso aqueles que lhe obedecem. Deus fez diferença ao criar a Sua Igreja, na manutenção de seu povo unido e na consumação de tudo isso que vislumbramos como promessa e expectamos como compromisso cumprido no céu. Louvado seja o Senhor da Igreja pelos trinta anos da Igreja Presbiteriana em Jacundá.


(Rev. Maurício Ferreira)

janeiro 28, 2014

INSOFISMÁVEL.

Todos sabemos que o sofisma é uma falácia indutiva para se levar a pontos que são errôneos, proposital ou não proposital, no segundo caso um paralogismo. Sabemos também que desde muitos séculos os sofistas existem e estão entranhados nos meios sociais mais diversos. Com os sofistas nascem os sofismas. Isto faz com que muitos não busquem o raciocínio lógico correto, mas simplesmente bebam daquilo que se lhes dá, deixando-se levar por argumentos que conduzirão a conclusões não desejadas, apenas por ser o argumento bem colocado e bem conduzido. Parecem, e apenas parecem ter chegado onde desejava o seu coração. Vemos muito, principalmente no mundo político. Vemos no dia a dia comercial e mercantilista. Vemos na filosofia de ensino nas mais diversas escolas de nosso mundo. Vemos na condução da vida existencial e funcional. Vemos na religiosidade estéril humana. Vemos vícios como consumismo, pedantismo, pretensiosidade não fundamentada na vida que realmente se tem, vemos o homem trilhando caminhos que levam a morte apenas.

Quando avaliamos nossas vidas precisamos definir quem realmente somos e o que realmente desejamos. Assim, sendo, não nos deixarmos enganar por qualquer vento de doutrina. Toda nossa vida é lógica, como dizia Aristóteles. Creio eu hoje, que viver é uma argumentação lógica, quando as teses nos conduzirão a uma síntese verossímil sempre que utilizarmo-la de forma sincera. O sofisma é uma tentativa indutiva de fazer-nos raciocinar de forma lógica, utilizando inverdade, de modos que ao final chegaremos a objetivos “claros”, mas inverossímeis. Portanto, quero chamar sua atenção para as religiões de nossos dias, que utilizam sofismas para nos levar as conclusões que pareçam verdades, mas não são encontradas nas Escrituras e portanto, são conclusões não verdadeiras.

Temos os mais intensos argumentos que fazem o homem pensar que pode chegar a Deus. Temos os mais diversos argumentos que induzem o ser humano a pensar que Jesus é bonzinho e não justo como as Escrituras nos dizem que é. Temos argumentos que levam o cristão a pensar que tem uma tendência de buscar a Deus. Vemos o homem desejoso de ter nas mãos o seu “destino”, e levar a pensar que se morrer várias vezes irá se purificar. Vemo-nos enredados em teses que mostram que Deus é somente um poder, que não interfere na vida terrena, e tampouco está ocupando-se com o ser humano, portanto cada um deve buscar fazer a sua história. Os sofismas vão levando o homem que “não pensa” diretamente para o inferno. O que fazer?

Quero dizer que podemos trilhar outro caminho. O caminho da leitura das Escrituras sem indução. O caminho da leitura bíblica sem interferências externas. O caminho da leitura da Palavra simplesmente na condução divina, através do poder discernidor do Espírito Santo. O caminho de buscar gente que realmente segue ao Senhor, de verdade, para que possamos viver um discipulado que faça diferença, para nós e para o outro. O caminho de pensar, de raciocinar, de extrair por nós mesmos a verdade libertadora.

Portanto, deixemos de lado a desídia e nos envolvamos com a filosofia de buscar, profundamente, ardentemente, profusamente, intensamente tudo aquilo que almejamos concluir para que nossa vida faça sentido. Todo ser humano é religioso de forma nata. Todo ser humano sabe que existe Deus. Todos nós, seres humanos, portanto tentamos conhecer a Deus. Podemos nos deixar ser induzidos enganosamente pelos sofismas religiosos dos tempos de antanho ou podemos ser cientificamente buscadores dos verdadeiros tesouros da religião. Saibamos que uma pérola falsa não pode ser o valor de toda uma existência. Portanto, examinemos as Escrituras que ao mesmo tempo, entenderemos que “uma Pérola verdadeira”: JESUS CRISTO, vale mais do que uma vida. Por exemplo: Para o salmista no deserto tórrido, árido, estéril e sem vida, o oásis valia mais que a própria vida, sua reação foi louvar e bendizer a Deus. O mesmo servo, pôde dizer no final das poesias que todo ser que respirasse, tivesse vida, deveria louvar ao Criador e Senhor Deus, bondoso, misericordioso e fiel.

Quero encerrar, refletindo contigo que devemos pensar. E pensar de forma verdadeira. Pois quando assim o fazemos chegamos ao resultado verdadeiro. Jesus é a verdade libertadora. As amarras nos prendem desde que nascemos, e Ele nos liberta para LHE pertencermos. O preço pago foi alto, muito caro, uma morte ignominiosa de cruz. Ali Ele pagou o preço consequente do pecado, exatamente nos redimindo para que tenhamos abundante e eterna vida. Se Ele nos comprou, mesmo que misericordiosamente nos chame de amigos por nossa obediência, somos também servos, agora, dEle. O nosso poderoso, majestoso, soberano Deus, não deixou a Sua glória, Ele continua Deus: Senhor, condutor, e consumador de todas as coisas (Romanos 11.36). Portanto, nosso Senhor de juízos insondáveis, de caminhos inescrutáveis, também nos conduz a conclusão insofismável para a vida, Jesus Cristo nosso Salvador e Senhor. Qualquer outra síntese será inverossímil, e, portanto indutora a morte. Olhe para as Escrituras, somente elas, inerrantemente, inquestionavelmente, insofismavelmente poderão te mostrar qual é a verdade que liberta: Cristo Jesus.

(Rev. Maurício Ferreira)

janeiro 25, 2014

O CRENTE ANDA PRA FRENTE.

Estamos caminhando! Esta parece uma afirmativa correta, quando pensamos que o mês de janeiro está entrando em sua última semana. Sim, o ano está caminhando, pois o tempo não para. Segue seu curso, indesculpavelmente, segue seu curso. E nós?
Estamos caminhando! Ou estamos caminhando? Dependendo de sua resposta, vamos concluir que continua parado no tempo, ou olhando para trás, ou estagnado e sem norte. Vamos dar uma resposta condizendo com o que se espera do cristão. Ouça a bíblia: “Eu não estou afirmando que já venci ou que já me tornei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o premio, pois Cristo Jesus já me conquistou. É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui me tornar perfeito. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a meta a fim de conseguir o premio da vitória. Esse premio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus”. (Paulo em Filipenses 3.12-14).
Pergunto: estamos caminhando? Quero ver cada cristão dizendo com alegria no coração e sem medo da felicidade em Cristo Jesus – “estou caminhando”. Se você puder dizer isso sinceramente, sei que poderemos dizer como Igreja de Cristo – “Estamos caminhando!” Aleluia.
Vamos andar pra frente, amados(as)!                     

(Rev. Maurício Ferreira)

dezembro 31, 2013

OS VELHOS SONHARÃO

Estamos no último dia do ano dois mil e treze, trinta e um de dezembro. Hoje é aniversário de minha mãe, setenta e seis anos, vividos com prazeres, alegrias, felicidades, também tristezas, desilusões, desprazeres, infelicidades. Hoje uma viúva, mãe de três filhos naturais e uma adotiva, e de não sei quantos ou quantas mais no coração enorme e gracioso de uma mulher virtuosa e bela. Ela está numa idade avançada, considerada idosa, mas cheia de viço e saúde, dentro das possibilidades de uma senhora dentro da faixa da ancianidade em que está.

Olhando para minha mãe, na faixa de longevidade que se encontra, olhando os demais anciãos sob meus auspícios na Igreja que congrego e sou pastor. Olhando para a grande gama de idosos que militam ao meu redor, cada um com as suas características, com as suas idiossincrasias, olhando o Brasil envelhecido, paro para pensar em como é bom sonharmos. Em como e bom ter-se na mente e consequentemente no coração coisas, fatos, atos que ressoam quando adormecemos e se mostram em nossa vida dormente como histórias boas, sonhos, ou ruins pesadelos, mas que nos fazem sentirmo-nos vivos.

Quando é o tempo dos sonhos? Para o ser humano na terceira idade, seus sonhos são reminiscências de sua vida, infantil, juvenil, adulta e agora cheia de experiências a serem contadas. No entanto, sem um público que pare para ouvi-las, pois o mundo em sua dinâmica ativista não tem tempo de aprender através da vida empírica daqueles que já viveram muito, pois não morreram cedo. Gosto de me sentar com minha mãe, de ouvi-la como ouvia a meu avô, seu pai, que sempre me ensinava algo, ele sempre me dizia coisas importantes, para o hoje de minha vida. Pois ele já passara por tudo que naqueles dias, eu ainda não experimentara, mas que vivo hoje.

Qual é mesmo o tempo dos sonhos? Para o jovem, cheio de planos e alvos em sua vida, são os planos, os projetos, os desejos de um coração cheio de esperanças. Esperanças que o levarão a alcançar as metas traçadas ou não. Esperanças que lhe conduzirão a viver de forma disciplinada, e alcançar seus possíveis “sonhos”, ou viver de forma indisciplinada e frustrar-se diante da impotência imposta pelas decisões errôneas e inconstantes que lhe conduzirão para longe de seus “sonhos”. O jovem sonha com o que pretende alcançar, o ancião sonha com o que já viveu. A Bíblia chama de sonho, real o que os velhos terão em sua existência. E chama de visão o que os jovens chamam de “sonhos”.

Portanto, em minha humilde análise, o tempo dos sonhos não é o último dia de um ano, ou mesmo o dia do aniversário, não é o tempo de olhar para trás e percebendo o que fez de certo ou de errado, traçar metas a serem atingidas, a partir deste tempo. Não é viver o esoterismo de se vestir de determinada cor para alcançar misticamente seus propósitos, ou mesmo as previsões mistificadas de falsos videntes, evidentemente exploradores da crendice humana nata. Mas, é reviver coisas que já se passaram sua vida, e que podem te encher de esperanças, ou até mesmo de desilusão. É reviver didaticamente sua vida para ensinar aos mais inexperientes o quanto é bom viver fazendo o que é correto, tomando as decisões certas, olhando para o mundo com a esperança e o ceticismo que ele próprio nos traz. Então, qual é mesmo o tempo do sonho? O tempo dos sonhos é aquele tempo que temos de inatividade, de não mais viver o ativismo, mas de termos a didática vida e o tempo de ensinar aos mais ativos. Viver é aprender. E viver muito é poder sonhar com o tempo vivido e mostrar o que é bom e o que não é bom na vida. Portanto, poder desfrutar dos bons, áureos e agradáveis momentos de uma vida bem vivida e exemplar, pois não acertamos sempre, mas na vida, certamente acertamos mais do que erramos. Vamos, pois viver bem para sonharmos, e não termos pesadelos quando estivermos no tempo de “sonhar”.

Rev. Maurício Ferreira

dezembro 25, 2013

PENSE NO SEU NATAL.

Natal de crente é diferente. Natal de crente é divergente. Natal de crente é experiente. Experimente o Natal de crente! Começo assim a pensar com você sobre o verdadeiro Natal, pois tem muita gente fazendo do Natal uma miscelânea de comemorações sem sentido e basicamente humanas.

Pensando assim, vamos caminhar um pouco pelas trilhas comemorativas desta festa cristã, que tomou direcionamentos totalmente pagãos. Tudo começou na Igreja, na mente e coração de gente que sabia quem foi e é Jesus e criou-se uma forma de homenageá-lo pensando em seu nascimento. Depois, com as investidas consumistas o comércio começou a ver que poderia tirar proveito disso. Começou a se distribuir presentes, e estes geralmente vinham do comercio municipal ou até mesmo de outros mais longínquos. O consumismo comercial ganhou o mundo, o assistencialismo nestes dias também. Assim, um servo de Deus que fazia coisas boas, foi comercialmente transformado numa figura de marketing, muito bem bolado por sinal, assim surgiu a figura do Noel.

Nesta caminhada o ser humano foi transformando algo que era pra ser cristão em algo puramente humano. Foi desmistificando a criação eclesial e transformando numa opção secular. Então, os cristãos, optaram pelo outro extremo e deixaram de lado a festa, a comemoração, os objetivos e pararam de realizar ou até mesmo entraram na onda secular e passaram a comemorar o Natal como o mundo comemora. Por isso digo que Natal de crente deve ser diferente.

Diferente porque Natal de crente não tem a conotação comercial que o mundo coloca. Não é somente dar presentes, não é somente comprar e gastar. Mas, vai, além disso, não digo que não devamos presentear aos caros em nossa vida, digo que este não deve ser o principal objetivo do Natal. Não digo que não se deva fazer festinha, mas estas festas sirvam para mostrar que nossa família é o bem mais precioso que temos. Portanto o melhor presente que podemos dar a cada parente é mostrar Jesus Cristo como a maior das realidades salvíficas do planeta terra e como a única alternativa real de vida para o ser humano.

Diferente porque não vemos o Natal como uma festa mítica, que nos traz um Cristo nascido miraculosamente, mas nascido de mulher. Uma serva escolhida por Deus, para gerar o Filho amado, unigênito, do Senhor. Uma geração miraculosa, um nascimento natural. Deus faz tudo perfeito, para que o pleno Filho de Deus tivesse sido também o pleno Filho do homem. O Santo, único, em suas duas naturezas se complementa para salvar a humanidade caída. Deus é Sua perfeição também faz perfeita a expiação de nossos pecados e nos presenteia com a salvação que somente Ele poderia conceder-nos pela graça maravilhosa. Por isso o Natal do crente é diferente.

Diferente porque o crente não comemora festividades comerciais, tampouco festividades míticas. Não comemora o aniversário de Jesus Cristo, comemora a encarnação do Verbo Eterno. Cristo se encarnou, o Verbo se fez carne a habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (João 1.14a). Aquele que no princípio era o Verbo que estava com Deus e era Deus (João 1.1). E este Verbo, Deus desde a eternidade, se fez carne e foi visualizado em Sua glória, glória como do Unigênito do Pai (João 1.14b). Imagine sua salvação nas mãos de Cristo, pois se Ele não fosse realidade, estaríamos irremediavelmente perdidos para sempre. Imagine Jesus Cristo, vivendo entre nós, pregando o reino de Deus, proclamando arrependimento para a vida, uma vida ao alcance de nossas mãos, e morrendo no nosso lugar, pregado naquela cruz para que nós sejamos libertos da consequência do pecado (Romanos 3.6), uma vez que todos nós somos pecadores (Romanos 3.23).

Portanto, o Natal do crente é diferente porque quando olhamos para o Cristo que se Encarnou, olhamos para uma obra completa, para um projeto plenamente e perfeitamente executado. Não olhamos para os pequenos quadrículos deste projeto, visualizamos todo o quadro. De outra forma, vemos o Cristo preexistente, eterno, infinito, infalível, forte, poderoso, onisciente, onipotente e onipresente. Cristo o senhor, o Salvador, Criador e nosso gracioso redentor. Nosso Natal é diferente porque nos traz a verdadeira alegria, como homens amados por Deus Pai. Nosso Natal é diferente porque nos mostra o que o verdadeiro amor é capaz pelos seus amados.

Por nosso Natal ser diferente de tudo que apresenta o mundo, somos os mais felizes dos seres humanos, por não vivermos a ilusão materialista, por não vivermos o misticismo religioso, por não termos obrigação de correr atrás do Salvador. Ele veio a nós, fez-se carne como nós, morreu na cruz por nós e ressuscitou para continuar a advogar nossa causa. Pense, mude, faça também o seu Natal diferente, muito mais no coração crente, do que na vida de ilusão. Deus fez o Natal do crente.

(Rev. Maurício Ferreira)

DEUS É O SENHOR!

Sarar nossa terra é uma promessa do Criador. Quando o rei Salomão consagrava ao Senhor o Templo recém-construído. Também rogava de Deus as bênçãos para aquele lugar, uma vez que o templo se sacralizava na medida em que a presença divina era uma representativa realidade no Tabernáculo. E agora o povo entendia que construir um templo também teria a mesma conotação tabernacular. Tudo bem, Deus se envolveu com o Seu povo e lhes prometeu, numa conversa noturna com o rei, que “se” chamado por uma nação convertida, ele ouviria, entenderia, perdoaria pecados e sararia a terra deles (II Crônicas 7.14). Mas dentre as promessas divinas, esta também a promessa de Sua divina presença entre eles com os ouvidos atentos, os olhos abertos à oração que se fizesse naquele lugar. Isto movia a atenção do povo para a necessidade de Deus estar entre eles, junto deles e realizando o que Ele sempre realizara no meio deles (II Crônicas 7.15). este Deus presente no seio daquela nação os fez mais seguros, mais confiantes, mas também mais virtuosos em alguns atos e alguns tempos de sua história. Deus protegia Israel porque era o Seu Deus e aquele era o Seu povo. Habitava entre eles, conduzia-os passo a passo, sem jamais deixa-los sozinhos, embora fosse um povo, como todo povo, rebelde.

Hoje, somos o povo de Deus. Pertencemos a Ele totalmente, pois menos que isso Ele não aceita. Ele nos leva a serio, mesmo quando nós negligenciamos o relacionamento com ele. Portanto, a Igreja hodierna tem entre si a presença viva divina, não mais no “Templo”, mas nos santuários formatados por Deus mesmo ao vir habitar “em” nós, para permanecer “entre” nós (I Coríntios 3.16; 6.19-20). Pense que Deus jamais deixou o seu povo, mas a cada tempo Ele se aproxima mais, torna-se mais íntimo. Antes Ele habitava literalmente no “meio” deles. Hoje, Ele habita “neles” sem sair do “meio deles”. A promessa divina foi ser o nosso Deus, e nós o Seu povo. Os tempos se vão, as eras passam, as verdades aparecem, mas nunca Deus ou o seu povo pode simplesmente ficar passivos, pois se assim for, nada acontecerá além de ficarmos idosos sem experiências, pois nada fizemos, nada vivemos a não ser deixar-nos levar pelas ondas existenciais. Por isso, vivamos conscientes de que Deus continua agindo, e deseja que nós também ajamos conforme os seus preceitos e façamos um mundo mais feliz, levemos uma mensagem viva de esperança, pois Deus está em nosso meio e continua a fazer a Sua portentosa obra. Falemos de vida pois a vida habita em nós, não por respirarmos, mas por termos no nosso coração a presença viva da “vida, verdade e único caminho” Jesus Cristo.

O Salmo 33.12 nos diz que “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que Ele escolheu para sua herança”. Pensa nisto, somos a Igreja baseada na pessoa do Unigênito Filho de Deus, que carrega as chaves do reino dos céus (Mateus 16.16-19). Jesus é o nosso alicerce, a nossa pedra angular, a base da Igreja, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo. Nada menos que isso querido. A Igreja é portadora de luz, dissipadora de trevas, pois iluminada pela presença viva do Cordeiro, entre e em si. Mas o Salmo 144.15 também nos fala que “Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor”.

Hoje, vivemos num país extremamente corrompido por inúmeras manifestações de enganos, engodos e mal feitos. Viemos num país em que desde as camadas mais proeminentes de liderança politica até as mais baixas se busca vantagem em tudo, se busca benefício próprio, não se pensa no próximo, a não ser como degrau. Não se pensa no país, naõ se pensa na comunidade, não se pensa na glória de Deus. Só se pensa em si próprio, o brasileiro vive de olhos baixos, pois a única coisa que contempla é o seu próprio umbigo. No entanto, nós filhos de Deus, fechamos nossos olhos para tudo isso para nos envolvermos com temas específicos, como homofobia, por exemplo. Devemos olhar para um universo mais amplo, abrangente, significante, pois a visão que Deus nos concede é mais longa. Olhemos o todo e oremos pelo todo. Pois, nossa nação só será realmente mais feliz, e abençoada quando pudermos olhar e ver, realmente que Deus é o Senhor dela, ninguém mais, nenhuma “grande líder” populista, seja ele político ou religioso, mas Deus, e somente Deus. Posso ser um sonhador, mas confio no Deus que fez a promessa de que a nação mais feliz é aquele em que Ele é o Senhor. Portanto, queridos leitores, oro para que o Senhor abra nossos olhos para sermos realmente luz e sal neste país em que Ele nos colocou.
Sejamos luz, sejamos sal, sejamos servos que glorifiquem o Criador, Senhor e Salvador nosso!

Lembremo-nos que o Cordeiro está caminhando por entre os sete castiçais e tem nas mãos as sete estrelas. Portanto, nada foge ao seu olhar atento ou aos seus ouvidos abertos a oração que se faz, hoje em nosso coração. Oremos!

(Rev. Maurício Ferreira)

outubro 29, 2013

É DEUS QUEM EDIFICA, DESCANSE!

Às vezes fico a pensar em minha juventude. Bons tempos, tempos promissores. Imaginação fertilíssima, a ponto de voar sem asas ou um avião embaixo. Quando jovem queria sair de casa, alçar meu próprio voo solo, tomar conta de minha vida. Quando na verdade, e acontece na maioria das famílias, desejava apenas fugir da realidade de um lar sem o comando do chefe da família, sem o exemplo do ministro do lar, sem a base de suporte da casa e da família no sentido social, agregativo e emocional.

Olho para as famílias hodiernas. Vejo um aglomerado de pessoas, diferentes, diversificadas em seus desejos, objetivos e ideais. Vejo muitos totalmente sem a estrutura básica de um grupo pequeno formado pela afinidade do mesmo sangue, provindos de uma formação originada no amor entre o homem e a mulher, que gera filhos que complementam o grupo e deveriam unir mais o ambiente gregário chamado família. Poucas são as família totalmente estruturadas e bem afinadas em sua trajetória. Mas Deus é misericordioso para com o ser humano, e muitas vezes, aquilo que o homem encaminha mal, Deus vai traduzindo em bênção, e a família é um desses projetos divino humano que temos sobre a terra em que vivemos.

Portanto, pensando no Salmo cento e vinte e sete podemos dizer em alto e bom som que “se o Senhor não edificar, em vão trabalham os que edificam” (Salmo 127.1). É isso mesmo, não adianta fazermos projetos para a edificação de nossa casa, nossa família, pois ela é um projeto divino. E se Deus não estiver na base, na frente e ao redor dela, certamente nos frustraremos em algum ponto de nossa história familiar, os terapeutas que o diga. Os divãs de terapia familiar, as igrejas ocupadas com sustentação dos lares, a sociedade formulando práticas, e abrindo portas para cuidar dos problemas familiares. Crianças abandonadas, jovens buscando “paz” nos paliativos vícios que matam somente, mulheres frustradas com casamento e buscando alternativas para a “felicidade”. Homens na meia idade suicidando-se para fugir da realidade de uma vida sem passado, sem presente e nenhuma perspectiva de futuro. Lares sem diálogo, sem amor, carinho, abraço, sorriso, conforto, consolo ou paz. Em vão trabalham os que tentam edificar um lar sem Deus.

No entanto, temos uma certeza: a família, desde o Éden é um projeto do coração de Deus. Temos a alegria de saber, por conhecermos o Senhor da história, que Deus não está passivo ante o desejo do homem de ser autossuficiente. Podemos descansar no fato de que o Senhor da família está ocupado com ela, e por isso, não somente edificando-a, fazendo o que nós não conseguimos, como também guardando-a, amparando-a, movendo Sua mão graciosa e ensinando-nos a sermos família a cada dia, a cada ato, ou cada fato. Devemos ter sempre em mente que a edificação de nossa família, sob nossos auspícios tem a participação intensa do Senhor da família. Assim, deixe que Deus trabalhe o seu coração querido e querida, e desta forma Ele estará edificando você, e edificando você Ele estará preparando-o para que a sua família seja uma família abençoada e abençoadora.

Gosto sempre de descansar no cuidado divino sobre nós, e descansar no fato de que, como diz o profeta Isaías Ele é: Senhor e pai; nós somos o barro, ele o oleiro; e todos nós somos obras de Suas mãos (Isaías 64.8). Portanto, repito, “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois ele supre aos seus amados enquanto dormem”. Descanse no Senhor amado(a). faça isso com submissão como nos diz o servo Tiago: sujeitando-se ao Senhor, achegando-se a Ele, limpando suas mãos, purificando os corações, afligindo-se, lamentando e chorando ante o pecado e a miserabilidade ao nosso redor, e por isso entristecendo-se ante as circunstâncias, humilhando-nos ante o Senhor pois toda exaltação de nossas vidas virá dele, e somente dele (Tiago 4.7-10). No mundo termos aflições, isso é verdade, mas com bom ânimo, pois nosso Senhor venceu o mundo. Achegue-se a Deus e na dependência dEle, construa sua vida, seu lar, sua família, para a glória dEle.


{Rev. Maurício Ferreira}

REFORMA PROTESTANTE DO SÉCULO XVI

Estamos iniciando o mês de outubro. O mês de outubro é muito significativo para o protestante presbiteriano, como o evangélico histórico de uma forma geral. Neste mês, no dia trinta e um acontece o estopim de toda história evangélica que conhecemos hoje.

Conhecemos um mundo evangélico voltado para as Escrituras, para Cristo, para uma Fé salvadora, todos embasados numa graça que espelha o amor divino pela humanidade, nos dando a paz que almejamos e expectamos todos os dias e cada vez mais. Por isso o lema da Igreja pós Reforma é Soli Deo Gloria (SDG), isto é: Somente a Deus toda glória. Sola Scriptura; Solus Chritus; Sola Fide; Sola Gratia e Soli Deo Glória, com estes cinco “solas” se construiu a história da Reforma Protestante iniciada no Século XVI até nossos dias.

Nos anos que antecediam a 31 de outubro de 1517. Deus estava providenciando os preparativos para transformar uma Igreja que tivera origem em Jesus Cristo, e que até por volta do século quarto viera dentro dos padrões por Ele estipulados, embora com algumas interferências e ingerências humanas. Mas, a partir do quinto século muitas coisas estranhas as Escrituras começaram a acontecer, Deus foi deixando de ser o Deus da Igreja para que o homem dela tomasse conta. Felizmente, Deus não fica passivo ante as loucuras do ser humano, e por isso, no século 12 começou a levantar homens para fazerem o povo pensar: os pré-reformadores.

Continuando, nosso tema, vamos pensar na pré-reforma. Era a Idade Média, os dias eram maus, a Igreja estava em polvorosa, homens incrédulos tomaram as posições de lideranças. O que era concedida por venda de posto, quem tinha poder aquisitivo comprava um posto eclesial; de acordo com o valor oferecido, hierarquicamente o posto era mais alto. Também a posição socioeconômica influía nestas divisões de postos. O homem buscava assumir posições de liderança eclesial porque dava status quo naqueles dias.

Isso disseminou na Igreja uma falta de senso espiritual, tornando-a meramente política. Liderava-se a Igreja daqueles dias por politica e isso fez decair a qualidade da Igreja de Jesus Cristo. Quando um líder político “se convertia”, toda sua não era considerada cristã, independente do que os habitantes do lugar pensavam, eram incluídos como prosélitos na comunidade eclesiástica. O que fez com que aparentemente, a Igreja crescesse de forma assustadora.

Assim, portanto, caminhava a humanidade eclesial. Como já disse: Deus não ficou passivo ante esta situação, e começou a levantar servos pensantes, que não aceitavam a situação como estava, a teologia deixada totalmente de lado para que pensamentos geopolíticos fossem implantados na Igreja. Grassava a corrupção, mortes inexplicáveis de líderes na batalha pelas maiores cadeiras. Assim, começaram a surgir os reformadores através do pensamento voltado para as Escrituras. Homens que Deus levantava no seio da própria Igreja.

Deus olhava a história de Sua Igreja, conduzida pelos homens incrédulos, que certamente tomavam o “Seu Santo nome em vão” e utilizava-O para seus deslizes e desmandos ao conduzir o Corpo de Cristo. O que fez o Santíssimo Deus? Trouxe um novo dilúvio e reformou a aquele que sempre fez parte de Seu gracioso e Soberano coração? Na verdade não foi um dilúvio físico, mas sim um dilúvio espiritual.

Deus, a partir do Século XI iniciou o processo de reforma de Sua Igreja. Como já disse, Ele começou a levantar pensadores no meio da massa manipulada e inerte para fazer o povo pensar. O povo não estava satisfeito, não gostava do que via, mas ao mesmo tempo não tinha forças para lutar contra o clérigo com a sua força política e bélica. Os reis temiam o episcopado daqueles dias.

Assim, surgiram homens como John Hus, o ganso, servo pensador, grande pregador, que se insurgiu contra o papado e morreu logo numa fogueira, mas ficou a chama da insurreição. Vieram outros, e o mais evidente deles foi Guilherme de Savonarola, que subia nos púlpitos para apregoar a santidade, tão pouco observada naqueles dias. Sua pregação foi tão contundente em Florença que se montou uma pilha nunca antes vista de literatura imprópria na praça para ser queimada. Também foi martirizado.

Assim, do Século XI até o Século XVI as vozes proféticas do Senhor foram se avolumando no seio da Igreja desnorteada, infiel, mas também insatisfeita com o andar desta.
Deus assim iniciou um processo encabeçado por pensadores. Do outro lado, também surgia novos estopins para que os acontecimentos dessem continuidade. Dona de si, a Igreja dominante daqueles dias achava-se intocável e abriu um processo para a construção da Catedral de São Pedro, promovendo a venda de indulgências.

Na Alemanha, o monge Martinho Lutero, depois de não se conformar com a pregação da Igreja de seus dias, e não conformado com a possibilidade de só entrar no céu aquele que tivesse alguma posse, começou a apregoar a graça divina. Isto culminou na fixação das suas 95 teses na capela do Castelo de Wittemberg no dia 31 de outubro de 1517. Era um feriado, e provavelmente toda comunidade passaria por aqueles portais para assistir as missas do dia. O evento teve uma repercussão não imaginada, pois inicialmente tinha o cunho de promover um debate entre os intelectuais daqueles dias. Deste fato nasceu a Reforma Protestante do Século XVI.

 Com este ato, deste grande servo de Deus, muitos progressos também vieram para o povo de Deus, provindos da Reforma e do iluminismo intelectual que grassava naqueles dias. A tradução da Bíblia para praticamente todos os idiomas conhecidos da época, talvez tenha sido o maior destes progressos. Pois o povo passava a ter acesso direto a Palavra de Deus e assim poderia aprofundar-se nos estudos, e conhecendo as Escrituras poderia tirar suas próprias conclusões quanto aos erros moral e espiritual, cometidos contra a Igreja e o Deus da Igreja naqueles dias. Deus agiu!   {Rev. Maurício Ferreira}