abril 14, 2020

ENTÃO II


Então, não sei como está sua vida, sua presença em casa. Não sei o que se passa em tua mente ao pensar nas situações destes fatídicos dias em que nos afastamos saudosos de nossos pares, de nossos amigos, de nossos irmãos, da sociedade com a qual estamos acostumados a encontrar quase todos os dias. É um tempo de tribulação e pandemia, mas ao mesmo tempo o é também de reflexão.

Sim, um tempo de refletirmos na vontade de Deus através dos acontecimentos de nossos dias. Já pensou o que Deus deseja de cada um de nós ao permitir que flagelos como esse que estamos passando aconteçam? Falam que a cada cem anos acontece um desses, fazem as mais ricas argumentações, cristãos fazem as mais interessantes associações, mas pouco paramos para pensar no que Deus deseja nos falar através de tudo isso.

Portanto, hoje, depois de tanto tempo já convivendo com essa crise, primeiro longe, depois mais perto, hoje próximo demais de nós, paremos para ouvir o que Deus deseja nos mostrar e o que Deus requer de cada homem na terra. Deus que o homem se arrependa de seus pecados, de suas dúvidas, de suas profanações à relação com Ele, com seu adultério idolátrico diante deles. Por isso, volte-se para diante do Trono e ouça a exortação do céu.

{Rev. Maurício Ferreira}

janeiro 04, 2020

QUANDO?


Quando geralmente está encabeçando uma pergunta. Uma questão se levando e se não temos uma definição de tempo, então questionamos: quando... quando isso ocorrerá? Quando teremos tal e tal confirmação? A maior questão de nossa vida com este termo é acerca da volta do Senhor Jesus Cristo. A parousia é importante para nós, embora não devamos ficar focados somente no porvir, ou mesmo nunca o esquecer, o retorno de Jesus sempre será relevante para nossa existência, hoje e de cada dia.

Quando Jesus voltará? Uma das argumentações pauta no texto que diz que o evangelho será pregado em toda terra e então Jesus irá voltar (Mateus 24.14); neste trecho do Evangelho de Jesus está falando do princípio das dores, e encerra fazendo esta colocação, quando ele diz que até seu retorno todo mundo ouviria o testemunho do evangelho. O importante é que não entendamos como se a pregação do evangelho iria nos trazer Jesus Cristo e sim, que quando ele voltar todo mundo estará ciente do testemunho das boas novas da cruz. Então neste texto não é “quando”, mas sim que ele volta com todo o mundo consciente de seu amor expresso na cruz, que a sua vida terá sido apresentada a todo. Entendamos que nada irá atrasar ou antecipar a volta de Cristo, pois ele mesmo nos coloca ante o fato de tudo isso tem a ver com o decreto eterno de Deus o Pai.

Por isso, quando pensarmos no “quando” vamos avaliar em como estamos caminhando hoje. O nosso “quando” terá uma relação direta como o nosso como. Não que iremos mudar os rumos da história divina, ou mesmo a nossa história, mas o fato de nosso coração estar cheio, plenificado pela presença do Senhor Jesus Cristo. Muitos dirão “em teu nome fizemos...” e serão rejeitados, pois não têm intimidade com o Salvador e Senhor. Expressão do amor divino. Assim, pense bem, quando pensar no “quando” espiritual, entenda que o “quando pode ser de extrema alegria ou profunda e intensa tristeza, pelo que irá ouvir do Senhor Jesus: “nunca vos conheci... apartai-vos de mim, maldito para o fogo eterno...” (Mateus 7.21-23 cf. 25.41).

Quando foi que te vimos...? Quando deixaram de amar o próximo, foi a mim que deixaram de amar diz Jesus (Mateus 25.45). Assim, concluo dizendo que nosso “quando” está vinculado ao testemunho que damos hoje, aqui e agora, em relação ao nosso irmão e próximo. João na sua primeira carta nos fala que devemos mostrar que amamos a Deus amando aquele que está e caminha ao nosso lado no cotidiano (I João 4.19-21). Portanto, não vamos ficar falando no nome ou em nome de Deus se não vivemos a vida do Senhor de nossas vidas, não ouvimos o Espírito Santo que habita nosso coração como selo e penhor do Criador. Incoerência e hipocrisia, falar em Deus, que conhece a Deus, a vontade de Deus, mas não consegue amar o seu irmão, entender, conhecer, confortar, consolar ajudar e principalmente servir ao reino (João 13.34-35). Somos de Deus, vivamos segundo a vontade e o amor de Deus. Quando? Depende do como! Então, vivamos conforme o Deus que mora no nosso coração.

{Rev. Maurício Ferreira}

novembro 06, 2019

AMIGOS INUSITADOS E DESCONHECIDOS

Existem muitas situações na vida que nos levam a viver de forma interessante, pois estas nos levam a fazer coisas que não esperávamos fazer e tampouco talvez nem desejássemos realizar. Mas elas acontecem e nos envolvem sem percebermos. Assim, percebo do alto de minhas seis décadas de existência que estou vivendo, não tenho direção sobre meus passos existenciais e tampouco. se pensar de forma puramente humana, entenderei que minha vida é conduzida pelas circunstancias naturais da vida. As ondas existenciais levam-nos conforme batem nos arrecifes submersos, consequentemente não vistos por quem navega, mas que podem machucar bastante. Agora, se pensamos pelo prisma mais importante da vida, que é nossa caminhada espiritual, então é que não temos mesmo nenhuma ingerência sobre nossos pés, muito menos sobre nossos passos.

Assim, vivemos, cada dia de uma vez, ou um dia de cada vez, cada momento, todo instante é contado ou não para entendermos que a vida nos conduz e nos envolve como uma onda avassaladora. Quando estou em algumas situações sociais naturais, me vejo entre "amigos" que na verdade não são amigos de fato, são conhecidos com relacionamentos um pouco mais próximos para determinadas ocasiões: academia, culto religioso, sessão de cinema, passeio ao shopping etc. Mas, pensemos bem, acaba aquele evento, aquela situação, o que resta? um bom dia, olá, tudo bem no dia a dia? Será que podemos fazer melhor isso? Será que poderíamos viver sem as limitações de tempo e espaço? Será que poderíamos gostar mais das pessoas do geralmente que acontece? 

Não somos amigos. Não somos colegas bons. Nãos somos companheiros. Enfim, não somos parceiros de vida, de caminhada, de existência. Somos solitários ambulantes que sobrevivem enquanto convivem superficialmente com o outro, mas vivemos sós. Alguém já disse certa vez que somos seres solitários no meio de uma multidão. Quanto mais vivo mais percebo ser este dito uma máxima contundente. Caminhamos uns ao lado dos outros e ao mesmo tempo não nos conhecemos. Somos um universo de "amigos" inusitados e desconhecidos, não escolhemos, não somos escolhidos, vivemos a revelia do tempo e espaço em que transitamos no cotidiano hodierno. E, o interessante, é que cada vez mais estamos mais e mais desconhecidos iludidos.

Quero mudar isso em minha vida. Quero ter amigos, de verdade, mesmo poucos mas amigos de fato confiáveis e confiantes. Quero caminhar no meio da multidão, como em um mar bravio, mas consciente de ter meu ou meus portos amigos, alguns poucos queridos para onde eu possa correr nos momentos de medos, ansiedades e angústias naturais. Vamos pensar um pouco nisso e começarmos a formar comunidades, grupos que seja realmente comunidades de convivência e amizade. Precisamos um do outro, a vida que Deus nos deu é gregária, é comum, e por fim, mas não menos importante: é amar.

{Rev. Maurício Ferreira}

outubro 17, 2019

SER PASTOR CONTEXTUALIZADO


Hoje discutimos muito acerca da atuação pastoral nas mais diversas áreas da atividade pastoral. Muitas são as dificuldades, muitas são as atividades e além disso bastante é a base psicológica e psicossomática da área pastoral. Vivemos em constante pressão, o que é natural, pois embora a Igreja seja um organismo vivo como Corpo de Cristo, ela funciona como uma empresa, como uma organização na sua vida logística e funcional. Mas, ao mesmo tempo ela é um Corpo, uma família, um rebanho. E o papel pastoral nela é importante porque Deus levanta seus pastores para cuidar do rebanho dEle, treina, prepara, capacita e envia para que o rebanho seja bem cuidado. Qual é a dificuldade? Pastores são seres solitários, pastores sofrem com qualquer membro de Igreja, pastores não têm amigos. Sim, pastor é um ser humano como outro qualquer, que recebe a vocação divina para cuidar da Igreja.
Eu, penso que o pastor tem três áreas de atuação em sua vida: o mundo em que ele vive, a Igreja que ele pastoreia e o seu lar onde ele convive. Enquanto cidadão de um país, um estado um município o pastor é mais um e precisa agir como tal. Mas junto a sociedade precisa também mostrar quem é e qual a seu oficio, para que seu testemunho seja visto ao ouvir-nos falar no amor de Deus. A Igreja que o pastor é parte precisa de pastoreio, de apascentamento e da condução juntamente com os demais líderes para se manter firme. Mas antes precisa olhar o pastor como um membro dela, não como um ícone, ou o líder performático que domina com mãos de ferro. O pastor é o irmão que se preparou para ensinar, mas ao mesmo tempo para exortar, caminhando junto do rebanho e dando exemplo e mostrando exemplos. Quanto ao lar, o pastor continua a ser pastor, pois esse é o seu ofício eterno, mas precisa ter seu lar como o oásis de sua vida. Este ambiente precisa ser o lugar de descanso, relaxamento, conforto e consolo. Ele precisa ser o esposo amoroso, que destila amor, e que ministra amor, ao mesmo tempo o pai com todas essas características essenciais. Assim, para a vida social precisa-se de amigos e companheiros de jornada, para a vida eclesial da mesma forma, tem que ser amigo do povo, líder e gestor ao mesmo tempo e em casa precisa se tornar amigo além de esposo e pai. Mas, o pastor não aprende isso nos seminários, pelo contrário ele aprende que pastor é solitário, não tem amigos de forma geral, não pode se abrir com ninguém, não pode ter fraquezas, limitações, erros. O pastor é inexpugnável. E assim ele entra no ministério, achando-se o super homem, que pode todas as coisas e não como homem comum pecador e falho como qualquer outro. Isto tem frustrado muitos, e leva ao perigo da depressão ante o choque de realidade ministerial, e até mesmo os suicídios que tomamos conhecimento nos nossos dias.
A conclusão ante esta minha reflexão é que não sabemos lidar com as idiossincrasias da liturgia do oficio pastoral. Então caminhamos ou sublimando a realidade e buscando agir como super homens, ou desmotivando-se ante a realidade e entrando na sombra da morte, desistindo em vida da vida. Complica-se cada vez mais quando se fica somente com os ensinamentos acadêmicos e perde-se a essência do cotidiano; também quando se superestima e assim perde as forças no meio do caminho ante as desilusões naturais de toda função sobre a face da terra. Portanto, que cada pastor entenda que é ser humano, falho, limitado, fraco como qualquer outro homem: tanto na sua vida social, entendendo que precisa de seu círculo de amizades naturalmente, e vivendo com bom testemunho no meio em que vive, mas sempre consciente de que não está acima do outro; quanto na vida eclesial, mostrando que mesmo sabendo um pouco mais, talvez, para seu ofício de docente, ele é a Igreja, é como todo membro responsável pela missão da Igreja santa, una, espiritual, sobrenatural e celestial. A verdadeira Igreja; e por fim, viver sua família como aquele oásis que Deus lhe Deus para o descanso confortável e receber e doar o consolo gracioso de Deus. Que se consiga aprender a ser pastor de Deus em toda e qualquer esfera para a qual Deus chamou o pastor.
{Rev. Maurício Ferreira}

novembro 23, 2018

ANSIEDADE TEM CURA...

Ansiedade, o mal do século que assola nossos dias interferindo diretamente na vida do ser humano natural e servo de Deus. Algo que nos faz andar sem rumo, norte ou mesmo a consciência de que somos quem somos e capazes de realizar aquilo que temos à nossa frente para ser feito; provoca-nos medo do futuro remoto ou próximo; quebrando assim toda nossa resistência quanto à vida.

Jesus nos fala da ansiedade ante as coisas naturais de nossa vida: o que comer, beber ou vestir; e nos coloca ante aquilo que não temos como controlar: como quanto viver. Nos fala do Deus grandioso que cuida maravilhosamente da natureza e nos propicia a oportunidade de avaliarmos o valor que temos como coroa da criação divina no coração do Pai. Valemos mais que a natureza, somos criação especial do senhor Deus que criou, mantem e salva o pecador. Pensa nisso.

Está ansioso? O remédio também é apresentado por Jesus: busquemos em primeiro lugar o Reino e a justiça divina, as outras “coisas” nos serão acrescentadas (Mateus 6.33). Lancemos sobre o Senhor toda ansiedade porque ele tem cuidado de nós (I Pedro 5.7). Os males de nossos dias têm remédio: Deus justo e poderoso Senhor. Apegue-se a Ele e desapegue-se das coisas materiais deste mundo; Suba e voe alto como a águia, corra sem se cansar e ande sem se fatigar (Isaías 40.31). Então?                      

{Rev. Mauricio Ferreira}

novembro 09, 2018

PENSA BEM...


Pensa bem na tua vida, reflita bem nos seus Atos, em suas palavras e seus pensamentos. Deus está de olho em tudo isso, ele nos conhece profunda e intensamente. Nada passa na existência do mundo criado que não esteja no radar divino. Deus é onisciente.

Por isso, pensemos bem para que vivamos de acordo com a vontade santa e soberana de Deus; pensemos bem, para não errarmos por desconhecimento das Escrituras; pensemos bem para que nosso coração enganoso e corrupto escute o Espírito Santo que nele habita; pensemos bem para que nosso próximo possa ver em nós toda glória do Senhor e Salvador de nossas vidas; pensemos bem para que nossa vida seja um testemunho vivo da vida de Cristo em cada detalhe de nossa existência. É isso, pensemos bem pois pode ser que a vida que estamos vivendo, não agrade ao nosso Criador, Senhor e Salvador.

Então, quero com estas palavras infracitadas mostrar a cada cristão que não basta falar, tem que ser e viver de forma concreta a vida de Cristo. Não se é cristão por acaso, não se é eleito, chamado, sustentado e salvo para uma vida de mediocridade moral e descompromisso com o Reino de Deus. Enfim, quero dizer que não somos membros de uma Igreja de Jesus só para fazer número. Somos filhos do Deus da Igreja, do Deus de misericórdia e amor, portanto vivemos para exercitar misericórdia.

{Rev. Maurício Ferreira}

setembro 28, 2018

CUMPRAMOS NOSSO PAPEL DE CRISTÃOS.


A história nos envolve, nos engolfa de acordo como ela nos é passada pelos historiadores hodiernos. Muitas vezes as fontes são negligenciadas, ou até mesmo adulteradas para se atingir um propósito de que, governa ou mesmo deseja alcançar um alto posto. Nós incautos plebeus só vemos da história aquilo que desejam nos mostrar, não lemos, não pesquisamos, não analisamos e desta forma surfamos nas informações de terceiros, sejam elas positivas ou negativas. Fazemos assim com a maior história da humanidade, lavrada na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.

O que precisamos? A Bíblia nos fala em Mateus seis que precisamos ouvir a Deus para entendermos o mundo ao nosso redor. Por isso primeiro nosso olhar deve focar a mão misericordiosa de Deus e depois através desta contagiante graça olhar ao nosso redor. John Stott nos fala que devemos ouvir a Palavra e ouvir o mundo. Não podemos abrir mão de nossa fé para viver neste mundo, tampouco devemos nos alienar somete na fé, encasulando-nos para não viver neste mundo tenebroso. Vista toda a armadura de Deus e caminhe pelos rincões desta terra na certeza de que Deus não está passivo em toda nossa história.

No próximo dia sete de outubro de dois mil e dezoito teremos  mais um pleito eleitoral diante de nós. Por isso minha exortação pastoral é que de forma sensata e sob a égide do Senhor de nossas vidas você meu irmão e irmã, cumpra seu papel de cidadão deste mundo e faça valer o seu valor neste sufrágio. Amado, não importa pra quem seu voto vá, importa que se coração esteja em paz e sua consciência também. Ouça a Palavra, olhe o mundo e faça a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Deus continue a lhe abençoar!

{Rev. Maurício Ferreira}

agosto 17, 2018

Parceiros na caminhada...

Vivemos, hoje, um religiosismo idolátrico que nos tira o foco do coração. Temos em sua maioria Igreja personalistas, focado em seus líderes e titulados homens que se dispõem a ocupar o lugar de Deus e com isso usurpam, ou tentam, a glória do Senhor da Igreja: Jesus Cristo. Nosso idolátrico erro é fazer isso como Igreja e como servos de Deus, ou supostos servos de Deus. Fazê-lo como assistentes de cultos e não participantes de uma Igreja do Senhor Jesus. Com o seguimento gospel perdemos a essência da adoração, esquecemo-nos de quem somos adoradores, tornamo-nos tietes.


Então, o que fazer de forma correta como adoradores por excelência que somos? Fomos criados para adorar ao Deus Senhor e Pai por toda eternidade e depois na eternidade. Não existe nenhum outro ser, entidade, instituição mineral ou animal que seja digno de nossa adoração. Só o Senhor é Deus! E Deus não é merecedor de nossa adoração, ele é o único digno dela, pois não existe outro Deus, nós os criamos em nossos corações corrompidos e enganosos. Portanto ao voltarmos ao Éden veremos que toda natureza foi criada para a glória do Senhor. Lembro, somos parceiros na caminhada rumo a um só objetivo: a glória do Senhor.


Por isso caro irmão vamos olhar para o Trono. O Salmo 123 nos convoca a olhar para as misericordiosas mãos do Senhor, Criador, Sustentador e Salvador. E tudo que fizermos, seja em qualquer área ou circunstância de nossa vida que seja somente para a glória de Deus em sua perfeita economia. Deus, e somente o grande Deus é digno de nossa adoração e louvor. Tenha o coração voltado para o Trono em que está assentado o Senhor da glória e seu Filho Unigênito à sua destra graciosa e soberana.     

                   {Rev. Maurício Ferreira}

A ONDA...


Tentemos imaginar a vida passando por nós como uma onda imparável e constante. Não sabemos qual o peso da próxima investida e tampouco percebemos a potencia do que vem sobre nós depois dessa na qual estamos. Assim é vida, não temos controle sobre ela, não teremos e nunca tivemos. No passado a vida foi, se nossa intervenção, mas somente participação; no presente de forma muito semelhante, nos vivemos, um dia por vez, ou mesmo hora após hora com a consciência de que vamos surfando nessa onda, entendendo que controlamos a prancha, mas não a onda; no futuro, que ainda não é, expectamos e caminhamos rumo a ele inconscientes do que nos virá.

E assim caminha a humanidade. Por que questiono esta realidade da vida? Principalmente porque o homem acha-se no direito de propagar que é o senhor do tempo, da vida, da existência da criação. Com isso caminhamos rumo às elucubrações filosóficas e variantes da cabeça e coração de uma humanidade decaída. E prosseguimos sem norte, pois não sabemos a origem, e tampouco o destino da criação, se pensarmos unicamente de forma material e secular. O homem natural deturpou toda criação divina, não por ser poderoso ou ter em si a força de fazê-lo, mas por pensar de forma arrogante e egocêntrica. Com isso, perdeu a essência da origem de tudo, a inteligência de Deus, o Senhor e Criador da terra, tudo que nela se te e todos os que nela existem.

Pergunto: que temos com a natureza de forma especial? Somos a natureza criada, fazemos parte intrínseca dela. Não somos senhores da natureza criada, somos no máximo gerentes colocados por Deus para dela cuidar, o que não conseguimos fazer por nossa falta de humildade. Pensamos que controlamos, não, só cuidamos. A natureza segue seu curso como desde o princípio foi criada pelo Senhor Deus. Então, o que fazer? Entender que fazemos parte da mais grandiosa criação e vivermos de acordo com essa vocação divina; percebermos que estamos nos caminhos traçado e não que criamos e compreendermos que existe uma vontade além da nossa, e que esta é a vontade que estamos programados para realizar.

Quero pensar que se Deus não estivesse na condução de cada detalhe da criação nós não mais existiríamos. Quero entender que o Criador e Senhor de todas as coisas jamais abandonou sua criação, do contrário nada do que foi feito estaria em evidência ainda. Quero olhar ao meu redor e perceber que a presença do Criador está patente em cada detalhe de sua criação, cuidando ordinária e extraordinariamente deles, e só por isso eu e você temos o privilégio de dela desfrutar e compartilhar. Assim, digo que nada do que foi feito se fez sem que a economia divina tivesse na condução, sustentação e administração constante. Concluo dizendo que nos enganamos quando pensamos que podemos controlar a onda da existência, não podemos. Repito, controlamos a prancha, não a onda. Então surfemos na vida que Deus tem para nós, lembrando que no centro desta vida tem uma cruz. Vivamos para louvor da glória do Criador!

{Rev. Maurício Ferreira}

julho 14, 2018

ENSINA-NOS A CONTAR...


Ensina-nos a contar...

   Estamos caminhando numa velocidade interessante. Parece que o tempo está passando mais rápido que desejávamos, não está. Nós é que por motivo de nossas inúmeras atividades, nos desapegamos de contar nossos dias e então, quando assustamos estamos mais à frente do que pensávamos estar. O tempo não acelera sua caminhada, ele anda minuto a minuto conforme detalhado por Deus antes que existisse qualquer coisa criada. Cada minuto tem os mesmos sessenta segundos que havia na criação. Como Deus criou e o homem descobriu que era, continua sendo.

     Então que está acontecendo? Como já pensamos por nosso ativismo nos esquecemos de contar os nossos dias. E Deus nos diz para pedirmos que ele nos ensine a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios (Salmo 90.12). Nossa sabedoria está em justamente aprendermos isso: contar nossos tempos, nossos passos, nossos pensamentos, nosso relacionamento com Deus a cada instante. Se fizermos isso alcançaremos sabedoria. Mas, precisamos fazer contando, como se conta os grãos de feijão sobre uma mesa.

     Portanto, dê uma parada em sua vida ativa e reflita, nesse tempo de contemplação certamente descobriremos a vontade do Criador e Senhor nosso, entenderemos o porquê de cada dia vivido até aqui, e o que Deus espera de nós até que se digne a nos chamar. Aprendamos a tirar tempo para remir o tempo de Deus sobre nossas vidas. Comecemos hoje, não deixemos para amanhã. Contemos o tempo de Deus para nossa vida!        
                                              
         {Rev. Maurício Ferreira}