abril 07, 2015

DIVÓRCIO E ADULTÉRIO DE PASTORES.

LI ESTE TEXTO E O REPRODUZI NA ÍNTEGRA, (todo texto entre aspas) COM OS CRÉDITOS AO Pr. CARLOS ROBERTO SILVA, PUBLICADO NO PORTAL DO GENIZAH. ACHEI-O INTERESSANTE, DESAFIADOR PARA QUE OS PASTORES POSSAM PENSAR, MESMO ANTES DE FAZER SEU VOTO NA ORDENAÇÃO. ÀS VEZES TEMOS QUE SER RADICAIS EM DETERMINADOS ASSUNTOS PARA QUE PELO MENOS HAJA MOTIVAÇÃO EM PENSAR SÉRIO NOS ASSUNTOS QUE O SENHOR NOS CHAMA A ATENÇÃO E PARA TENTARMOS VIVENCIAR PROFUNDAMENTE O MINISTÉRIO PASTORAL CONFORME O SENHOR NOS DESIGNOU, VOCACIONOU E ENVIOU. "AQUELE, POIS, QUE PENSA ESTAR EM PÉ, OLHE NÃO CAIA" (I CORÍNTIOS 10.12 - JFA)...

"Porque é que pessoas com doutorado em teologia estão lutando contra "pecados de nível graduado", gente com "conhecimento de gramática" na escola de Deus?

Para o Pastor e teólogo John Piper, isso se resume a uma resposta sucinta: Eles não conhecem a Deus. Se alguém vive realmente no amor do Criador do universo, e não focado em satisfazer suas próprias necessidades, seja ele ou ela, não irá cometer adultério.

John Piper completa ainda:
"Você pode estudar teologia 10 horas por dia durante 40 anos, e ainda assim não reconhecer que Deus é lindo, totalmente satisfatório, o maior tesouro de sua vida." Considerando o modo, e o quanto o diabo sabe a respeito de Deus, vai ele se preocupar com o conhecimento que você tenha sobre o Eterno?

A Bíblia diz: "Conheçamos e Prossigamos em conhecer ao Senhor" Oséias 6: 3a

Conhecer sobre Deus e seus atributos é uma coisa, conhecê-lo de verdade, somente através de uma conversão genuína, comunhão, intimidade, viver e caminhar com Ele, uma atitude contínua e sequencial que não deve e nem pode ser interrompida.

Se houver rupturas nesse relacionamento, imediatamente estaremos sujeitos às setas do inimigo, afinal ele está sempre vigilante e atento para nos atacar.

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais."Efésios 6: 12

Por mais que queiramos justificar e relativizar essa terrível questão que atormenta a Igreja da nossa geração, quando tantos líderes vivenciam problemas conjugais, que se desencadeiam quase sempre em separações e divórcios, com o agravante de um novo casamento, não há como esconder que está faltando intimidade com Deus e com a sua inerrante Palavra.

Sou consciente de que essa lavra é dura, mas pertinente e necessária, a priori para eu mesmo, e por isso o faço com amor, mas também muito temor e tremor, para que não esqueça dessa realidade.

Um líder que passa por uma situação como a que me refiro, por mais que existam justificativas e reconhecimento por parte da congregação que pastoreia, via de regra, salvo raríssimas exceções, fica desqualificado para tratar de casos conjugais semelhantes e ou similares dentro do seu rebanho, e o diabo sabe bem disso, tanto que passou a bombardear as investidas dessas tentações no ministério da Igreja.

"Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza."

Assim que vem à tona qualquer caso de infidelidade, adultério, separação e ou novo casamento na vida do líder e este continua exercendo as mesmas atividades à frente da Igreja como se nada tivesse acontecido, começam a "pipocar" vários casos similares no meio da congregação e até mesmo na vida de outros obreiros auxiliares, e não há mais quem possa tratar, justamente porque aniquilou-se a "autoridade espiritual" para tais aconselhamentos, valendo aí o adágio popular; "por onde passa um boi, passa uma boiada".

A questão é de ordem espiritual, e após o líder, o rebanho é atingido. Como consequência de um acidente de percurso dessa natureza, o pensamento dominante passa a ser o seguinte: se a autoridade maior do ministério não conseguiu solução para o seu problema, não sou eu quem conseguirá, logo a concretização de um divórcio e um novo casamento é a solução mais prática e aceitável.

O inimigo é o primeiro a saber que nas Igrejas atingidas por esse problema, o combate contra esse tipo de pecado fica nulo de pleno direito, pelo menos do ponto de vista humano.

Sempre que alguém abordar o tema à luz da Palavra de Deus não será bem visto, pois estaria afrontando ou confrontando a liderança. Em suma, não se tocará mais neste assunto nessa igreja.

Pensemos: Como é que o diabo vê isso, como é que Deus vê isso?

·                     Infelizmente uns não podem mais falar porque já são vítimas da própria situação,

·                     Outros não falam para não atingirem amigos, superiores ou liderados envolvidos e;

·                     Outros não falam com medo de virem a se envolver em situação semelhante futuramente.

Meu Deus, o que está acontecendo com a Igreja? Me parece que a coisa ficou do jeito que o diabo gosta?

Amados, sejamos líderes ou liderados, doutores ou leigos; vigiemos, oremos e lutemos para conhecer verdadeiramente o Senhor e vivermos conforme a sua Palavra.

"Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher" (I Co. 7:10-11).

"A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor." (I Co. 7:39).

Este artigo não foi escrito como afronta ou ferramenta de acusação a quem quer que seja, mas como constatação de uma seta maligna lançada contra a Igreja, contra a qual precisamos estar atentos e vigilantes.

Portanto, oremos, sejamos vigilantes, cuidemos de nós mesmos, do nosso casamento, enfim, da nossa família e acima de tudo, conheçamos mais a Deus.

"Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia." I Cor. 10: 12

Tenha o Eterno misericórdia de nós!"

(Pr. Carlos Roberto Silva é pastor da A. Deus e editor do Point Rhema; Genizah)

março 16, 2015

...PERDOA-LHES, "NÃO SABEM" O QUE FAZEM!

Tivemos uma semana atribulada nas redes sociais de 08 a 15 de março. Chamadas e mais chamadas para o povo brasileiro, pacato e sem rumo desde há muito tempo. O brasileiro é um povo que não sabe o que faz em sua maioria, não tem norte próprio e tampouco caminha de moto próprio. Precisamos entender isso para entendermos o que se passa nestes momentos críticos de políticos sem nenhuma moral e intelectuais sem nenhum senso de sociabilidade.

Assim, consequentemente tivemos um final de semana cheio de embates sociais que não falaram muita coisa em nenhum sentido, a não ser para aqueles que têm suas ideologias e que as alimentam culpabilizando o seu próximo por não pensar como ele. Na vida eclesiástica costumo definir “heresia” como ideias que nada têm a ver com a minha, enfim todo aquele que não pensa como eu é um ser politicamente herege e incorreto. Na vida social vejo que o sentido é o mesmo: herege política, por exemplo, é todo aquele que não caminha na mesmo ideologia que eu; direita, centro direita, centro, centro esquerda e ou esquerda.

Nosso popular raramente buscado “Aurélio” nos define democracia como: “governo do povo; sistema político baseado no princípio da participação do povo”. O interessante nisso tudo é que entre todos os “democratas” brasileiros que ouço, leio ou vejo esta participação do todo não pode ser, só o pode a participação daquele que pensa como “ele”. Não existe a liberdade de se pensar no nosso país, de se posicionar. Cada qual com seu cada qual. Isso deveria ser impensável num país que se diz democrático. Ouço pessoas dizerem não voto “em”... Nunca votei “em”... E nunca votarei “em”... E que não é “do”... Mas só critica “um”. Isso não é neutralidade, tampouco liberdade, e nem um pouco democracia. Por isso, venho falar um pouco sobre o que realmente é neutralidade democrática.

Todos nós somos seres politizados. Não existe ser humano que não traga política nas veias, em qualquer ponto do universo. Cada um tem ou deveria ter a liberdade de pensar, decidir e caminhar na sua própria liberdade. Mas, não é assim que acontece. Você só será bem aceito se pensar como eu. Eu somente serei persona cara se pensar como você. Pense bem, meu amigo, independente de que anglo você olhe pro centro da história, e sejamos livres por também darmos liberdade aos outros, mesmo que não caminhem no mesmo rumo político que nós no Brasil. Pense bem, e viva a sua vida, deixando que os outros vivam a deles. Não ataque os outros, apenas defenda o seu ponto de vista. Respeite para ser respeitado. Não estamos numa guerrilha infundada. Não vivemos uma revolução apodológica e acéfala.

Eu fico rindo de algumas atitudes que o ser humano toma quando ataca o seu adversário. Fala da falta de personalidade do outro se esquecendo de que também está sendo manipulado. Afinal, todos o somos, de algum modo, por alguém, mesmo que menor que nós. Assim, caiamos na real, política é para o país, ser realmente do povo, independente de se ir as ruas ou não, o fundamento dela é que as casas: judiciária, legislativa e executiva cumpram a sua delegação partida das urnas. Isso, nada mais que isso. Também que ao ser eleito cada parlamentar seja a favor do país, do bem estar do povo e não de si próprio ou de sua doutrina político partidária. Cresçamos Brasil, edifiquemo-nos e partamos para a maturidade política necessária, só assim teremos menos corrupção institucionalizada, assim seremos um povo que saiba minimamente votar de forma correta, em pessoas que realmente mereçam a nossa confiança, mesmo que não faça parte do “meu” partido, ou pense exatamente como eu, e sim, que ame o país em que vivemos. Se não encontrar ninguém digno de se voto, candidate-se e faça o melhor para o país e seu povo.

A manifestações dos dias treze e quinze de março marcaram a história por sua pacificidade, mas nada acrescentam na história de forma funcional. Foram manifestações sem uma base ideológica, somente mostraram um ódio de a contra b e a recíproca. Gostaria de ver manifestações com finalidades que justificassem o desejo de um país bem governado sim, mas de um povo que tivesse no coração o desejo de não somente cobrar, mas ao mesmo tempo se dispor a investir para que isso aconteça, somos um povo que cobra sem oferecer solução, sem mostrar saída, sem pensar no que se faz. E assim, quando somos chamados a decidir e definir o fazemos de forma tão insensata e antissocial, que torna-se egoísta e pessoa. Política não é pessoal, política é social, não socialismo, tampouco capitalismo, mas social. Política é coletiva, jamais devemos pensar em como nos darmos bem, mas sim e como melhorar nosso rincão para que se viva melhor nele, se tenha mais investimentos, consequentemente mais empregos, mais segurança e mais saúde para podermos ter qualidade de vida.

Assim, termino este post dizendo que estamos fazendo isso errado. Vamos pensar mais no próximo, mais no coletivo, mais no amor, menos no “eu”, menos na minha posição, menos no meu lado e assim, estaremos fazendo a verdadeira política social, como falamos. Dê o melhor de si e tudo será melhor ao seu lado com todos. Vamos fazer um Brasil melhor, mais justo e mais cheio de virtudes que de defeitos como hoje. Ame o seu país brasileiro!


(Rev. Maurício Ferreira)

fevereiro 20, 2015

A VERDADEIRA FELICIDADE.

Nossa verdadeira felicidade não está nas coisas que podemos possuir, e desfazer. Não está naquilo que faz parte de nosso cabedal intelectual. Não está no poder que exercemos sobre quem está ao nosso lado. Então, onde está a verdadeira felicidade?

Quando falamos que o Senhor é o nosso pastor, estamos falando no controle que Ele tem sobre nossa vida, no cuidado com o qual Ele nos conduz pelas vielas existenciais, no trato dEle conosco nas coisas básicas, profundamente psicossomáticas e ou espirituais e no alvissareiro futuro da humanidade que crê.

Daí paro e penso:

Verdadeiramente a real felicidade está em ser posse, em poder descansar no Altíssimo mesmo ante tão desestruturadas circunstâncias hodiernas. Ante cada obstáculo que nos surpreende nas cercanias do existir. É podermos caminhar de cabeça erguida mesmo que tudo ao nosso redor nos diga para fazer o contrário. Enfim, a verdadeira felicidade se encontra em Cristo, em viver a vida real, em comer do pão da vida e beber da água que nos dessedenta para a eternidade. Em saber que Jesus não foi embora, ele continua a nos conduzir e cuidar todo dia.

A verdadeira felicidade está no fato de que o nosso pão cotidiano já está pronto. Que o nosso perdão diário já se renovou. Que a libertação já é parte de nossa existência.

Então, que vivamos na dependência total e irrestrita do Senhor por fé. E seremos verdadeiramente felizes, mesmo que a tristeza sazonal seja algo inevitável. Sé feliz no Senhor, só Ele pode te fazer realmente feliz, nada ou ninguém mais.   

(Rev. Maurício  Ferreira)

janeiro 01, 2015

ESPERAR...

Esperar...
Esperar o que?
Esperar pra quando?
Ano começa, tudo continua...
A vida...
A história...
A esperança...
Portanto...
Esperar o que e pra que?
Minha sugestão:
Ao invés de criar esperanças no coração...
Viver um dia de cada vez...
Agora, seriam somente mais 364 dias...
Não deseje, não crie expectativa...
Viva, trabalhe, ame, sirva...
Somos passageiros nesta terra...
Somos passageiros neste tempo...
Somos passageiros na agonia, na alegria, na paz...
Viva bem o seu hoje...
Projete o seu amanhã, sem se esquecer de seu ontem...
2015 já começou... 
Com todas as suas mazelas, alegrias, frustrações e vitórias...
Ele será assim, não vai mudar a história, a vida, o cotidiano...
Viva a vida, viva a sua vida, curta cada dia, curta sua história...
Deus tem tudo sob controle, até os males de cada dia...
Viva,Confie. Caminhe. Atinja os objetivos. Creia!

(Rev. Maurício Ferreira)

dezembro 29, 2014

PASSA O NATAL... A VIDA SEGUE SEU CURSO...NATURALMENTE...

Natal é uma data inventada no decorrer da história cristã para supostamente comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Na verdade não se sabe quando Jesus Cristo nasceu de fato, pela previsão dos historiadores não foi em dezembro, pela análise das condições de tempo e espaço não seria. Assim, podemos inferir que a data é inventada pela Igreja e pelo comércio para de algum modo satisfazer o desejo do povo em ter um ícone para viver e crer.

Vinte e cinco de dezembro já é o dia marcado. Vinte e cinco de dezembro o povo cristão está em estado de alegria, troca-se presentes, toma bebidas espumantes, faz-se uma sessão de abraços e brindes variados, toca-se música a noite inteira e não se dorme em algumas casas. Geralmente se fala de uma festa em família, e nos vemos mesmo Na maioria das vezes no seio da família, nas igrejas, nos lares etc.

A transição de ano chega, outras festas, outras fórmulas perfeitas de felicidade e alegria. Votos são feitos, promessas as mais especiais ou ou estapafúrdias, projetos mirabolantes, desejos irrelevantes ou relevantes. Tudo isso para nós é uma forma de nos esquecermos das mazelas da vida, de tentarmos modificar o que foi até aqui. Sem nos importarmos com a consciência de que a vida só continua, o tempo só passa, as coisas só se amoldam ao novo tempo a cada dia.

Assim, como o tempo só passa e a vida somente segue seu curso, quero lhe dizer que não faça planos mirabolantes para o próximo ano, apenas siga seus planos ou plano de vida a cada novo dia, fica muito mais real, muito mais evidente e patente em sua vida e a sua vida. Assim leitores deste, viva a vida cada dia de uma vez buscando em primeiro lugar o reino e a justiça divina e esteja cônscio de que todas as demais coisas te serão acrescentadas na certeza de que se o Senhor não edificar e guardar, em vão caminharemos nós rumo ao futuro. Viva em paz, viva com alegria todo dia, viva consciente de que cada dia trará seus próprios males e nos desafiará constantemente a olhar para a cruz. Natal é Jesus Cristo, transição de ano é somente uma marca em nossas vidas que faz diferença na medida em que caminhamos dependentes daquele que nos amou desde a eternidade. Por isso, para o servo de Deus, o tempo é o tempo de Deus, é este que Ele nos ensina a contar para adquirirmos sabedoria. Vida em Deus, com Deus e para Deus e será feliz independente do tempo e das marcas festivas que irá comemorar enquanto viver. Deus seja louvado!


(Rev. Maurício Ferreira)

dezembro 15, 2014

PROGRESSO, RETROCESSO OU REGRESSO?

Retroceder é voltar, no tempo, no espaço ou simplesmente recuar. Fazemos isso muitas vezes na vida, algumas vezes conscientes outras inconscientemente. Quantas vezes já retrocedemos em nossa existência? Tente imaginar! Regressar já nos leva de volta ao ponto inicial de alguma forma. É voltar mesmo, não simplesmente recuar. Mas deixar o ponto “b” e voltar ao ponto “a” físico, geográfico ou existencial, às vezes é fazer com que outro regresse, chamando, ou mandando. Progredir é como dizia um amigo, colega e irmão em Cristo, “andar pra frente”. Será?

A questão é essa: Será que é isso mesmo, assim mesmo?

Pensemos assim: Muitas vezes, diante da minha existência me pego tentando ver que progredir é sempre andar pra frente, é sempre ir adiante. E não vejo como não ser, mas ao mesmo tempo diante de algumas situações vejo que o antagonismo em algumas palavras se complementam, ou mesmo se mostram coerentes e numa mesma direção. Mostrando uma mesma conclusão. Certa vez, conversando com um médico amigo acerca da enfermidade de uma irmã, falei: “- Mas, doutor na ficha dela está escrito estável”. Ele respondeu: “- Sim, estável, mas dentro de um quadro praticamente irreversível”. A partir daí passei a não mais dar esperança ao esposo que ficava constantemente ao pé de seu leito. Portanto, digo com isso que nem sempre a estabilidade num boletim médico é para dar esperança, mas somente para nos dizer que não existe alteração no quadro clínico. Numa enfermidade crônica degenerativa, por exemplo, o progresso dela significa o regresso na expectativa de vida, ou de condições da qualidade de vida, já pensou nisso?

A vida é assim! Caminhamos de forma progressiva a cada dia, andamos pra frente, olhamos para o alvo e expectamos a vitória. Mas, se o que nos espera não for a vitória da forma que imaginamos? E se o que está a nossa frente for um exército muito superior ao nosso em força e sabedoria? E se o que Deus tem para nós não for aquilo que desejamos? O que fazer? Daí, precisamos parar e pensar: - Se o Deus Soberano desejar me salvar, curar, libertar muito bom, ficaremos felizes! Se não, da mesma forma continuaremos felizes! Não fácil, simplesmente nos deixarmos ficar em Suas Poderosas mãos. Sempre olhamos em redor para ver se não existe outra saída. Sempre buscamos realizar com nossa própria força aquilo que está em nosso coração enganoso (Jeremias 17.9). Será que Deus quer que eu viva os cento e vinte anos que planejei viver? Será que Deus deseja que eu faça tudo que intentei e intento fazer? Será que a prosperidade, conforme a visão humana vai mudar o curso de minha vida, dentro daquilo que ela se mostra? Questiúnculas várias que na verdade não temos como responder, a não ser com a fé com a qual o justo viverá, dizermos conscientemente: “Se o Senhor não edificar e guardar, todo nosso esforço será vão” (Salmo 127.1,2).

Portanto, preclaros leitores, vamos caminhar pra frente sim, pois este é o objetivo de nossa vida. Vamos retroceder algumas vezes também, pois isso faz com que na próxima empreitada tomemos o caminho correto. E vamos deixar que o regresso seja uma coisa natural e nosso viver, pois é melhor recuar, voltar do lamaçal do pecado para o caminho seguro, da morte nos delitos para a vida, da falácia das iniquidades para a única verdade libertadora, do que nos mantermos nos vários caminhos que conduzem ao inferno. Ou não?

“Eu sou o caminho e a verdade e a vida...” disse Jesus Cristo (João 14.6). O único caminho, a única verdade e a única vida que nos leva para o trono de Deus. Portanto, não deixe que a vida te segure no caminho errado ou ante as mentiras provindas das trevas te conduzindo para a morte, mas regresse, retroceda e progrida num processo virtuoso rumo ao céu de Deus (Mateus 11.28-30). SDG!


(Rev. Maurício Ferreira) 

dezembro 12, 2014

FINAL DE ANO.

Quando chegamos ao final do ano, geralmente somos assolados por textos e profetadas acerca do futuro e tendemos a ficar aprisionados por estes vaticínios acertados ou não. Mas não devemos, primeiro, nos encher de vatícinios futurísticos e sem embasamento bíblico, tampouco sensatos de homens e mulheres sem noção de passado, presente ou futuro, mas que são aproveitadores de oportunidades de passagem.

Portanto, ao aproximar-se o final do ano, antes de tentarmos olhar para o futuro, olhemos para o passado. Se o fizermos com sinceridade veremos, também com clareza os acertos e erros da caminhada. Pelos erros e acertos de nossa história podemos mudar o presente e projetar o futuro com mais acertos que erros. Chamo sua atenção neste texto para o nosso presente, que deve ser analítico. Uma análise sincera poderá nos levar aos próximos passos com a certeza de sucesso.

Olhe para o ano que termina e veja se ele foi positivo ou negativo para sua vida. Se foi positivo, que bom, espelhe-se nos acertos e aprimorando-os continue caminhando rumo aos alvos e objetivos de sua existência. Se negativo, que bom também, espelhe-se igualmente nos erros e mude o rumo de sua história de modos que estes não voltem a acontecer. Porque aprendi que nós nos orientamos pelos erros e acertos acerca dos rumos a se seguir a partir de hoje.

Assim, neste final de ano veja a sua própria vida e acerte-se por ela. Vamos tentar fazer nosso presente melhor que o passado e projetar o nosso futuro de acordo com o aprendizado até aqui. Aprendamos que felicidade a qualquer custo não existe, que fracassos não nos impedem de ser melhores hoje, que acertos não nos levam rapidamente aonde desejamos ir. Entendamos que viver apaixonadamente cada período da vida faz toda diferença, pois o amanhã não existe e o ontem já se foi. Portanto, o hoje é mais importante que tudo na faixa de tempo que vivemos. Nele lemos a história e sonhamos com o amanhã.

Final de ano é tempo de reflexão, não por ser fim de ano, mas por termos na mente que assim é, pois creio que todo dia é tempo de reflexão. Veja o que tem feito Deus em sua história. Veja o positivo e o negativo. Veja que em toda e qualquer situação você tem ao seu lado um companheiro que jamais lhe decepciona e que leva você no colo quando suas forças lhe deixam. Assim, abra o coração e olhe para dentro dele, você encontrará aí o único companheiro que lhe dá tudo que precisa sem te cobrar nada, exatamente nada. Ele só quer que você acredite, e acreditando o acompanhe por onde quiser te levar. 

Este é o companheiro do ano todo, e no final do ano, Ele continua com você te mostrando que o melhor de tudo é viver hoje sob a graciosa oferta do Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus que veio ao mundo para mudar a nossa história e escatologicamente no remeter ao futuro promissor e alvissareiro ao Seu lado para sempre. Mas, ao mesmo tempo Cristo nos ensina que devemos viver cada dia fios de Sua obra maravilhosa e graciosa, e assim mostrarmos ao mundo que Ele é real.

Fim de ano, não é tempo de presentes, não é tempo de misticismos frívolos e folclóricos, tampouco de eternizar a infância de Jesus Cristo, mas de viver a realidade do Cristo Jesus que veio ao mundo para salvar a humanidade que nEle acreditar. Somos abençoados todos os dias, somos agraciados com misericórdia e amor todo tempo. Então, reconheçamos tudo isso e sejamos gratos ao Pai do céu, a Seu Filho Jesus Cristo e ao Espírito Santo que habita nossos corações em todo momento. Vamos seguir adiante conscientes da presença dEle em nossa vida. Vamos viver cada dia fazendo o melhor que podemos fazer para glorificar ao Senhor em todos os nossos atos, se não até aqui, a partir daqui vivendo os trezentos e sessenta e cinco dias do ano olhando pra cruz e desfrutando da beleza de Cristo em nós.

Nosso futuro está nas mãos do Senhor. Nosso passado foi vivido sob a graça dEle. Portanto, nosso presente precisa ser vivido debaixo da graça divina, cada momento.

(Rev. Maurício Ferreira)


novembro 15, 2014

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL. HISTÓRIA PARA FAZER PENSAR NO HODIERNO

"No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil."

Às vezes fico a pensar se nós ser humanos realmente sabemos o que fazemos quando falamos em política. Somos egoístas, desinformados, desinteressados durante todo tempo, somente nos envolvendo no período eleitoral.

Há exatamente cento e vinte e cinco anos atrás se proclamava a república no Brasil e começava um caminho do povo governado pelos seus escolhidos democraticamente e com liberdade. Somos um povo abençoado, com a liberdade de ir e vir, de escolher pelo voto nossos governantes, e o dever de respeito mútuo à maioria, mesmo que esta decisão não seja o que se desejava. Vivemos assim, apesar dos pesares desde mil oitocentos e oitenta e nove, quando o Marechal Deodoro da Fonseca aproveitando a crise do sistema monárquico brasileiro explicada através de questões como segue:
“- Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;
- Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;
- A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;
- Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;
Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil”.

Com o passar dos tempos foi se consolidando a democracia: mostro alguns princípios desta entre muitos outros que existem:
“Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos”.
“Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade”.
“A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias”.
São somente alguns, mas neles podemos notar que democracia é o governo centralizado no povo. Como o povo detém este poder, colocando e tirando seus governantes neste tipo de democracia representativa do Brasil. Você exerce seu direito e poder nas urnas, ou de forma excepcional nos Impeachment (Processo que se instaura contra as altas autoridades do governo com o fim de destituí-las do cargo por denúncia de infração grave dos deveres funcionais.), que também é parte da missão do representante legal eleito pelo povo.

Portanto, neste dia tão importante para a nação brasileira, vamos pensar um pouco na responsabilidade de cada um de nós, como pensadores e formadores de opinião e daqueles que sorvem a informação que vem destes. Todos nós somos responsáveis pelo Brasil, independente de partidos políticos, de homens ou mulheres que estejam governando. A responsabilidade de fazer um país cuja moralidade, morabilidade seja agradável é nossa. Pensa bem nisso agora, para não se arrepender nunca. Você é responsável pelo país, seu estado e sua cidade, seu bairro e sua rua. Haja, pois deste modo, não deixe para depois o que pode fazer sempre, agir com responsabilidade e consciência. Pesquisas na:(www.suapesquisa.com/historiadobrasil/proclamacaodarepublica.htm) 

(Pesquisa: Rev. Maurício Ferreira)

outubro 23, 2014

UTOPIA?

A vida corre desabaladamente pelas carreteiras de um país fundado sobre o planalto de uma localidade distante. Todos se alegram quando amanhece o dia e continuam alegres por todo ele. Vem à noite e a alegria muda, mesmo não deixando de ser alegria, fica diferente, pois é o demonstrativo de um dia bem vivido. Cada vivente sabe de suas atribuições, cada um faz exatamente o que precisa fazer, quando termina, se existe como ajuda aquele que está perto dele e ainda não terminou. Todos são felizes, todos gostam de sua forma de vida, todos vivem a sua vida com prazer e fazendo tudo em comum, sem que alguém passe por privações ou necessidades que não possam ser dissolvidas em associação conjunta do grupo. Quero hoje caminhar um pouco nos rumosde Thomas Morus, mesmo tendendo ao absurdo de uma ideia totalmente imaginária para nossos dias, para o homem de nossos dias. Quero pensar na sociedade perfeita a partir de seres humanos perfeitos, assim, pensando, talvez, de modo fantástico, mas rumo ao meu coração seria ideal para vivermos, convivermos e sobrevivermos ante a hostilidade velada da dissimulada hipocrisia crescente e incandescente no mundo hodierno.

Parece uma coisa maravilhosa. Sim, parece, mas não existe este modo de vida. Não existe por alguns motivos, mas o principal deles é a falta de respeito mútuo, traduzindo a falta de amor próprio e pelo próximo. O ser humano egoísta e hipócrita não sabe simplesmente viver. Ele precisa descontar suas frustrações no outro. Ele não busca o melhor para si, e por isso precisa maltratar aquele que caminha consigo nesta vida. Viver é simples, mas os pais não ensinam os filhos a buscar uma vida que tenha a ver com seus desejos e vontades, com seus talentos e dons, com suas inclinações e limitações. Os filhos são ensinados a buscar mais ter do que ser, e isso prejudica todo seu desenvolvimento, que deveria ser natural. Nos mundo antigo o ser humano simplesmente seguia o curso de sua vida. Uns faziam força, outros pensavam, outros lideravam, alguns serviam e etc., só para exemplificar o seguimento natural da vida. Nem todos nasceram para liderar, mas nem todos nasceram para ser liderados. E não adianta que pensemos diferente, a maioria sempre foi e será liderada e a minoria liderará. Nada disso tem a ver com classe sócio econômica. A vida não é uma luta de classes, de clãs ou de castas, a vida é uma corredeira em que cada um se adapta a ela segundo suas inclinações natas.

As dificuldades seculares tiveram seu início quando o ser humano resolveu tomar a direção da vida e determinar a direção da vida dos outros. Isso fez com que tivesse, também, início as injustiças, pois sempre que resolvemos mexer na vida do outro nos tornamos parciais, portanto injustos. Hoje, não somos mais donos de nossos instintos naturais, de nossas vontades provenientes de espíritos livres. Somos escravos das pessoas, da reputação, das convenções sociais e da falta de amor e respeito mútuos. Vivemos pelo e para o outros, nosso caráter pouco tem que ver com nossa forma de vida, vivemos pela reputação, por aquilo que pensam de nós ou que determinam que sejamos ou façamos. Vivemos para fora, nosso coração não nos governa mais, mas sim a sociedade ao nosso redor. Assim, enquanto os mexericos moldam a personalidade flexível do ser humano hodierno, nós nos mexemos para tentar nos desvencilhar daquilo que falam e pensam de nós. Não conseguimos, pois já nos convencionamos a ser para o outro, não para sermos nós mesmos e nos fazermos satisfeitos com quem somos. Os poucos que conseguem, são aqueles que se tornam realmente felizes. O restante vive uma vida árida e sem propósitos.

Não entendo o desejo avassalador de ter de nossos dias, em detrimento do ser feliz. Precisamos nos libertar dos grilhões convencionais para vivermos a nossa verdadeira vida. Do contrário seremos sempre seres frustrados e enfermos por dentro, embora por fora pareça que somos felizes. Precisamos entender que ter opinião própria é a melhor das virtudes do ser humano, mesmo que esta opinião coincida com a de outros. Quando isso acontece formamos os grupos afins e vivemos a vida social mais desejável. Jamais desrespeitando quem não pensa como nós. O respeito reflete o amor no coração do ser humano. Embora tão difícil, deveria ser buscado sempre para que possamos caminhar juntos num mesmo rumo final. Vamos nos unir, não para sermos mais fortes e invencíveis, mas para sermos felizes, sem dominações, sem totalitarismo, sem imposições desrespeitosas, mas por amor a si mesmo e consequentemente ao próximo. Vamos nos unir para defendermos nossos interesses, não porque somos melhores, mas por termos opiniões, e assim podermos argumentando chegarmos a conclusões que sejam obrigatoriamente condutoras do todo.

Portanto, quero encerrar pensando na utopia, talvez, de um mundo perfeito, onde exista amor, carinho, respeito e satisfação em viver entre os afins e aqueles que não caminham no mesmo ritmo, embora no mesmo caminho. Somos todos conscientes de que não somos uma ilha. Sabemos claramente que somos seres ilusória ou instintivamente gregários que nasceram para viver em bandos ou grupos homogêneos ou heterogêneos, mas vivermos no mesmo mundo. Assim, independente do que se pensa, do que se defende, do que se fala, de como se anda, da velocidade de raciocínio ou de caminhada, da inclinação para a força ou para o pensamento ou ambos, se somos pretos, vermelhos, amarelos ou brancos, se somos ricos ou pobres, se defendemos o lado de lá ou de cá, pois tudo na vida tem dois ou mais lados. Definamos que somos todos seres humanos que precisam urgentemente descobrir que somos iguais: somos SERES HUMANOS. Pensa nisso, respeite-se e respeite o seu próximo, isso deve ser o reflexo do amor. Será utopia pensar assim? Então sou utópico, mas quero o mundo de minha imaginação, mais do que o mundo em que vivo hoje.



(Rev. Maurício Ferreira)

outubro 06, 2014

REFLEXÃO PÓS PRIMEIRO TURNO

Eu Acho muito interessante algumas coisas. Antes das eleições nós dizemos que respeitamos a opinião dos outros, mas queremos fazer prevalecer a nossa vontade. Democracia é o direito, lembremo-nos, direito de exercermos nossa liberdade na escolha, no voto, e até mesmo na crítica. É o governo do povo que age pelo e para o povo. O que, geralmente menos observamos, é a finalidade  desta força política, os defensores da esquerda e centro esquerda podem ser democratas, o de direita e centro direita também. A democracia não interfere nas linhas de pensamento de partidos e ideologias políticas, pois ela é fator primordial do exercício da governança e não necessariamente uma linha política propriamente dita.

Assim, volto a pensar com você acerca do princípio evocativo de minha ideia. Antes da eleição tentamos convencer, mesmo que digamos respeitar a vontade do outro, tentamos mudá-la porque “o outro” está errado, comete uma heresia política ao não concordar comigo. Critico o candidato em quem não vou votar ao invés de enaltecer as qualidades de meu candidato. Infelizmente a política no Brasil é feita como tudo o mais, desconstruir é mais fácil que construir. O que nos leva ao erro de nos igualarmos por baixo. A vida pessoal, moral e física daqueles que não são nossas escolhas entram em pauta na hora de desconstruir suas candidaturas. Até aí, tudo somente mostra que não fazemos boa política por falta de ética e por nada termos a apresentar de boas qualificações naqueles que escolhemos.

Não sabemos votar, por não sabermos escolher. Não é necessariamente escolher bem, pois todo ser humano tem qualidades e defeitos. Mas escolher de acordo com o que penso sobre o país, o que desejo para o país ou mesmo a continuidade, se estou satisfeito com o que acontece no país. Somos torcedores de partidos, como se fossem times de futebol. Não importa a capacidade, a moral política, as qualidades ou defeitos políticos dos candidatos lançados, importa que o “meu” partido vença. O homem nada tem a ver com a política no Brasil, por isso se lança qualquer pessoa, independente do preparo, da força de mobilização para a boa governança ou até mesmo da educação política para conduzir uma nação.

Se observarmos, tínhamos onze candidatos, cada um defendia uma diretriz para o Brasil. Cada um tinha, talvez por força partidária, uma ideologia. Interessantemente os candidatos que menos aparecem são mais fiéis às ideologias partidárias que os que sobressaem no cenário eletivo. Mas nós somente olhamos para as pesquisas e assim votamos em um daqueles que se sobressaem, que estão "vencendo", polarizamos os votos para a vitória e nos esquecemos de nossas convicções nacionais ou desejos do coração.

Depois do primeiro turno, nos motivamos novamente a continuar nossa disputa partidária. Continuamos voltados para o pragmatismo da “vitória”. Não sabemos nem mesmo qual ideologia defende o “nosso” candidato. Se ele pensa como eu, para que fim estará ele e partido levando o país em que vivo. Não sabemos se ele é de esquerda, centro-esquerda, centro, centro-direita ou direita, se é radical ou consegue costurar boas dinâmicas sociais para o país. Não sabemos qual é a linha econômica que ele e partido defendem, mas depois reclamamos se é mais conservador ou mais liberal. Talvez, esteja postando isso tarde, mas penso que não, ainda temos um segundo turno pela frente, dia vinte e seis de outubro você estará novamente ante uma urna para votar: presidente do país e alguns estados também o governador. Por isso, penso eu, ainda em tempo de se pensar bem e votar melhor, lembre-se, de acordo com a “sua” consciência, não por partido, ou por indicação cabrestal de alguém que tenha influência sobre você. Independa-se nestas eleições, e vamos fazer o que é correto.

Nós podemos votar e ficar em paz conosco e com o próximo, mas também podemos votar e ficar preocupados com a nossa consciência. Não podemos prever ou ditar o próximo(a) governante de nosso país ou estado. Mas podemos prever como estará a "minha", "nossa" consciência, se votar de acordo com a minha ideologia de vida, pessoal, social e pública. Assim, chamo sua atenção para pensar. Se começarmos a pensar agora, se começarmos a votar bem agora, estaremos preparando um país em que nossos filhos, netos e bisnetos, se for o caso, viverão. Num país de justiça, moralmente confiável e que utilize os três poderes de forma independente, e cada um cumprindo o seu papel. certamente, o todo estará vivendo a democracia que tanto almejamos ver no Brasil. Daí? Vamos fazer direito, se não até aqui a partir daqui? No primeiro dia pós primeiro turno, pensemos já no segundo para fazer o correto. Quem irá vencer será, certamente, o povo brasileiro! FAÇA DIFERENÇA.


(Rev. Maurício Ferreira)