março 06, 2021

DEUS FALANDO III - Rm 6.23

Todos pecaram, nos diz Paulo em Romanos 3.23. quando caminhamos para Romanos 6.23 nos vemos primeiro ante a consequência legal do pecado, a morte. A lei divina para Adão e Eva foi, no dia em que comer, certamente vai morrer. Eles comeram, e naturalmente sentiram a consequência desse ato, comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Mesmo que seduzidos pela serpente, Deus foi justo, punindo com o afastamento de Si e ao mesmo tempo misericordioso deixando que desfrutassem da criação, fora de Seu Jardim.

A consequência natural e legal do pecado é a morte, nenhuma outra punição ou castigo substitui aquele que Deus colocou como a sanção da transgressão da lei edênica. E depois no Sinai e consequentemente a lei do coração de Deus para o nosso coração. Não podemos pensar em castigo pelo pecado somente enquanto neste mundo, temos que pensar no castigo eterno, na segunda espiritual, na morte ou morte eterna, como chamamos teologicamente. Adão e Eva morreram no instante em que comeram do fruto daquela árvore, quebrando a lei e a comunhão com Deus.

“O salário do pecado é a morte”. Mas, Deus tem o Seu gracioso, MAS. Então?

  {Rev. Maurício Ferreira}

fevereiro 25, 2021

DEUS FALANDO II - Rm 3.23

 Todos que pecaram, continua o versículo vinte e três da epístola de Paulo aos Romanos, “carecem”, a versão revista e corrigida traz o termo “destituídos estão”; o sentido é o mesmo, se destituídos estão, certamente carecem, precisam, necessitam da “glória de Deus”. Todos pecaram, a extensão do pecado é universal, e de igual modo a extensão da graça do Senhor também.

Vivemos pecadores, mas hoje redimidos pelo perfeito amor daquele que nos tirou das trevas e trouxe à Sua maravilhosa luz; tudo isso expresso na Cruz do Calvário quando morre ali o nosso Senhor e Redentor Jesus Cristo. Isto faz parte do plano eterno de Deus, que expressa a glória que carecemos, nos mostra para onde olhar, e nos fala de uma oferta de amor inigualável, provinda do coração do Criador e Senhor da vida.

Deus não iniciou uma obra depois da criação, mas sim desde a eternidade e para a eternidade. Deus decretou e cumpre paulatina e cabalmente tudo aquilo que determinou Seu amoroso e gracioso coração. Por isso o aviso, ao mundo em que “todos” são pecadores, olhem para a Cruz da justiça e creiam no Filho Unigênito fruto do perfeito amor daquele que nos tem nas mãos e no coração por toda eternidade. 

{Rev. Maurício Ferreira}

fevereiro 16, 2021

DEUS FALANDO I - (Rm 3.23)

A Igreja de Jesus é composta de homens e mulheres chamados de fora para dentro e trabalhados pelo Espírito Santo para serem santos como o nosso Deus é Santo. Mas, não nos enganemos, não somos santos desde o nascimento, pelo contrário, somos pecadores que nascem apartados de Deus, embora sempre sob a condução graciosa do Senhor.

Por isso, chamo a pensarmos no texto de Romanos 3.23 que nos diz que “todos pecaram...”. o Senhor através de Paulo não isenta nenhum de nós, não deixa fora nenhum ser humano, por mais virtuoso ou virtuosa que seja. Nos coloca ante a extensão total do pecado e nos mostra que qualquer tentativa de fugir deste extensivo alcance do pecado humano, é mera pretensão humana, e em João 1.5-10 o Senhor diz que é pecado, nos dizermos não pecadores, pois nosso inigualável Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma.

Portanto, vamos nos examinar e sentir nossa miserabilidade, e assim, buscarmos de todo coração ao nosso Deus, pois o acharemos, conforme promessa dEle. Ele é o Deus misericordioso, amoroso e gracioso, que é rico em perdoar. O busquemos contrito, confessemos nossos pecados e Ele nos perdoará, purificará e sarará a nossa terra (I Jo 1.9; II Crônicas 7.14).

{Rev. Maurício Ferreira}

novembro 05, 2020

EU TAMBÉM SOU RESPONSÁVEL!

Estamos nos aproximando do domingo de eleições minoritárias no nosso país. Elegeremos prefeito e vereadores para os municípios brasileiros. Hoje no Brasil são 5.570 cidades que elegerão seus poderes executivo e legislativo. Embora tudo isso seja importante, o mais relevante somos você e eu, eleitores, pois quem elege são os cidadãos de cada município.

Portanto, quero neste dia chamar sua atenção para o cuidado que devemos ter para com a cidade em que moramos. Cuidamos dela a partir de nosso voto consciente, em candidatos que sejam honestos, íntegros, impolutos moralmente falando. Orientação pastoral é que utilizemos nossa semana para, se não ainda, conhecermos cada candidato, conhecermos desde suas origens até suas convicções. Mas muito mais importante conhecermos sua vida pública, moral e honestidade.

Como fazermos isso? Estudando o histórico de cada candidato, não votando por interesse nosso pessoal ou de alguém mais, por amizade, ou mesmo por indicação, se não conhecermos bem. Faça um exercício político, estude os candidatos, veja o amor que tem cada um pela cidade e pelos cidadãos dela. Lembre-se, você também é responsável.

{Rev. Maurício Ferreira}

setembro 17, 2020

 

Um terço de 2020!

O ano tem 365 dias, 2020 serão 366. Mas, independe de um dia a mais ou a menos, faltam cem dias para o ano terminar, pois já vivemos 264 dias em 2020. Mas quero pensar, hoje, sobre a vida em dois mil e vinte. Este é um ano atípico, pois iniciamo-lo com uma ameaça de epidemia que se transformou em pandemia, e que mudou a forma de vida no mundo que é totalmente diferente de tudo que vimos até hoje.

Esta situação fez com que as pessoas ficassem reclusas em suas casas, com contatos mínimos, mesmo em família, e nenhum em caso de relacionamento social, levou ao uso da máscara em locais públicos e a muitas precauções e prevenções. Enfim, provocou medo na maioria das pessoas. Mas, trouxe também um tempo de reflexão pessoal, para aqueles que desejaram pensar, aprofundar nas análises existenciais e espirituais. Cada casa tornou-se uma Igreja.

Hoje, depois de vivermos mais de dois terços do ano, caminhamos crendo naquele que tem nas mãos a nossa vida, a nossa existência e a nossa alma. Por isso, independente se perdemos entes queridos nestes dias, se fomos contaminados pelos vírus ou não, se não fomos contaminados ou “ainda” não o fomos, se teremos vacina em breve ou não, vamos gritar em alto e bom som o que nos diz Paulo no livro de Romanos “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (14.8)

{Rev. Maurício Ferreira}

maio 27, 2020

LOUVEMOS AO SENHOR SEMPRE!

Não é possível que vivamos separados uns dos outros, tampouco agradável que não possamos nos reunir como igreja, e pelo menos uma vez por semana, nos vermos, cumprimentarmos e sorrirmos um pouco entre nós. Nossa vida com animais gregários que somos foi idealizada para sermos companheiros, colegas e talvez até mesmo amigos que caminham juntos, mesmo na diversidade da vida e dos relacionamentos. não combinamos em tudo, não cremos nas mesmas coisas, não defendemos os mesmos propósitos, mas somos gregários, que precisam um do outro para viver.

Assim, estes dias nesse tempo de pandemia estamos fora do padrão humano de existência. Vivemos cada um no seu cantinho, em sua casa, em seu trabalho, cada qual fazendo sua tarefa na lide do dia a dia, mas não estamos juntos como gostaríamos de estar. Por isso, nosso caminhar se tornou mais lendo, mais trôpego, mais vagaroso na mobilidade. Parece que caminhamos esperando algo: esperando alguma coisa, esperando alguém que ficou atras, ou até mesmo sem as forças necessárias para se construir numa caminhada de restauração vigorosa.

Por isso, quero conclamar você a fazer como Deus fez com o povo de Israel quando em frente ao mar começou a murmurar e desejar voltar para onde haviam saído. Voltar ao Egito não era solução. Como hoje, voltar a velha vida, não é solução para a igreja de Jesus Cristo. Devemos seguir em frente, sempre, conscientes da presença divina entre nós e cientes de que Deus não só está ao nosso redor e adiante, mas também cuida, ampara, restaura. Deus livra, Deus cuida, DeuS e nós, Deus em nós, Deus conosco, A igreja sabe de Deus, e deve glorificar a Deus constantemente e desfrutar disso para sempre. Igreja reformada sempre se reformando. Toda honra deve ser dada a Deus em toda e qualquer ocasião ou situação. Vamos exaltar ao Senhor, hoje e sempre, juntos ou separados?

{Rev. Maurício Ferreira}

abril 14, 2020

ENTÃO II


Então, não sei como está sua vida, sua presença em casa. Não sei o que se passa em tua mente ao pensar nas situações destes fatídicos dias em que nos afastamos saudosos de nossos pares, de nossos amigos, de nossos irmãos, da sociedade com a qual estamos acostumados a encontrar quase todos os dias. É um tempo de tribulação e pandemia, mas ao mesmo tempo o é também de reflexão.

Sim, um tempo de refletirmos na vontade de Deus através dos acontecimentos de nossos dias. Já pensou o que Deus deseja de cada um de nós ao permitir que flagelos como esse que estamos passando aconteçam? Falam que a cada cem anos acontece um desses, fazem as mais ricas argumentações, cristãos fazem as mais interessantes associações, mas pouco paramos para pensar no que Deus deseja nos falar através de tudo isso.

Portanto, hoje, depois de tanto tempo já convivendo com essa crise, primeiro longe, depois mais perto, hoje próximo demais de nós, paremos para ouvir o que Deus deseja nos mostrar e o que Deus requer de cada homem na terra. Deus que o homem se arrependa de seus pecados, de suas dúvidas, de suas profanações à relação com Ele, com seu adultério idolátrico diante deles. Por isso, volte-se para diante do Trono e ouça a exortação do céu.

{Rev. Maurício Ferreira}

janeiro 04, 2020

QUANDO?


Quando geralmente está encabeçando uma pergunta. Uma questão se levando e se não temos uma definição de tempo, então questionamos: quando... quando isso ocorrerá? Quando teremos tal e tal confirmação? A maior questão de nossa vida com este termo é acerca da volta do Senhor Jesus Cristo. A parousia é importante para nós, embora não devamos ficar focados somente no porvir, ou mesmo nunca o esquecer, o retorno de Jesus sempre será relevante para nossa existência, hoje e de cada dia.

Quando Jesus voltará? Uma das argumentações pauta no texto que diz que o evangelho será pregado em toda terra e então Jesus irá voltar (Mateus 24.14); neste trecho do Evangelho de Jesus está falando do princípio das dores, e encerra fazendo esta colocação, quando ele diz que até seu retorno todo mundo ouviria o testemunho do evangelho. O importante é que não entendamos como se a pregação do evangelho iria nos trazer Jesus Cristo e sim, que quando ele voltar todo mundo estará ciente do testemunho das boas novas da cruz. Então neste texto não é “quando”, mas sim que ele volta com todo o mundo consciente de seu amor expresso na cruz, que a sua vida terá sido apresentada a todo. Entendamos que nada irá atrasar ou antecipar a volta de Cristo, pois ele mesmo nos coloca ante o fato de tudo isso tem a ver com o decreto eterno de Deus o Pai.

Por isso, quando pensarmos no “quando” vamos avaliar em como estamos caminhando hoje. O nosso “quando” terá uma relação direta como o nosso como. Não que iremos mudar os rumos da história divina, ou mesmo a nossa história, mas o fato de nosso coração estar cheio, plenificado pela presença do Senhor Jesus Cristo. Muitos dirão “em teu nome fizemos...” e serão rejeitados, pois não têm intimidade com o Salvador e Senhor. Expressão do amor divino. Assim, pense bem, quando pensar no “quando” espiritual, entenda que o “quando pode ser de extrema alegria ou profunda e intensa tristeza, pelo que irá ouvir do Senhor Jesus: “nunca vos conheci... apartai-vos de mim, maldito para o fogo eterno...” (Mateus 7.21-23 cf. 25.41).

Quando foi que te vimos...? Quando deixaram de amar o próximo, foi a mim que deixaram de amar diz Jesus (Mateus 25.45). Assim, concluo dizendo que nosso “quando” está vinculado ao testemunho que damos hoje, aqui e agora, em relação ao nosso irmão e próximo. João na sua primeira carta nos fala que devemos mostrar que amamos a Deus amando aquele que está e caminha ao nosso lado no cotidiano (I João 4.19-21). Portanto, não vamos ficar falando no nome ou em nome de Deus se não vivemos a vida do Senhor de nossas vidas, não ouvimos o Espírito Santo que habita nosso coração como selo e penhor do Criador. Incoerência e hipocrisia, falar em Deus, que conhece a Deus, a vontade de Deus, mas não consegue amar o seu irmão, entender, conhecer, confortar, consolar ajudar e principalmente servir ao reino (João 13.34-35). Somos de Deus, vivamos segundo a vontade e o amor de Deus. Quando? Depende do como! Então, vivamos conforme o Deus que mora no nosso coração.

{Rev. Maurício Ferreira}

novembro 06, 2019

AMIGOS INUSITADOS E DESCONHECIDOS

Existem muitas situações na vida que nos levam a viver de forma interessante, pois estas nos levam a fazer coisas que não esperávamos fazer e tampouco talvez nem desejássemos realizar. Mas elas acontecem e nos envolvem sem percebermos. Assim, percebo do alto de minhas seis décadas de existência que estou vivendo, não tenho direção sobre meus passos existenciais e tampouco. se pensar de forma puramente humana, entenderei que minha vida é conduzida pelas circunstancias naturais da vida. As ondas existenciais levam-nos conforme batem nos arrecifes submersos, consequentemente não vistos por quem navega, mas que podem machucar bastante. Agora, se pensamos pelo prisma mais importante da vida, que é nossa caminhada espiritual, então é que não temos mesmo nenhuma ingerência sobre nossos pés, muito menos sobre nossos passos.

Assim, vivemos, cada dia de uma vez, ou um dia de cada vez, cada momento, todo instante é contado ou não para entendermos que a vida nos conduz e nos envolve como uma onda avassaladora. Quando estou em algumas situações sociais naturais, me vejo entre "amigos" que na verdade não são amigos de fato, são conhecidos com relacionamentos um pouco mais próximos para determinadas ocasiões: academia, culto religioso, sessão de cinema, passeio ao shopping etc. Mas, pensemos bem, acaba aquele evento, aquela situação, o que resta? um bom dia, olá, tudo bem no dia a dia? Será que podemos fazer melhor isso? Será que poderíamos viver sem as limitações de tempo e espaço? Será que poderíamos gostar mais das pessoas do geralmente que acontece? 

Não somos amigos. Não somos colegas bons. Nãos somos companheiros. Enfim, não somos parceiros de vida, de caminhada, de existência. Somos solitários ambulantes que sobrevivem enquanto convivem superficialmente com o outro, mas vivemos sós. Alguém já disse certa vez que somos seres solitários no meio de uma multidão. Quanto mais vivo mais percebo ser este dito uma máxima contundente. Caminhamos uns ao lado dos outros e ao mesmo tempo não nos conhecemos. Somos um universo de "amigos" inusitados e desconhecidos, não escolhemos, não somos escolhidos, vivemos a revelia do tempo e espaço em que transitamos no cotidiano hodierno. E, o interessante, é que cada vez mais estamos mais e mais desconhecidos iludidos.

Quero mudar isso em minha vida. Quero ter amigos, de verdade, mesmo poucos mas amigos de fato confiáveis e confiantes. Quero caminhar no meio da multidão, como em um mar bravio, mas consciente de ter meu ou meus portos amigos, alguns poucos queridos para onde eu possa correr nos momentos de medos, ansiedades e angústias naturais. Vamos pensar um pouco nisso e começarmos a formar comunidades, grupos que seja realmente comunidades de convivência e amizade. Precisamos um do outro, a vida que Deus nos deu é gregária, é comum, e por fim, mas não menos importante: é amar.

{Rev. Maurício Ferreira}

outubro 17, 2019

SER PASTOR CONTEXTUALIZADO


Hoje discutimos muito acerca da atuação pastoral nas mais diversas áreas da atividade pastoral. Muitas são as dificuldades, muitas são as atividades e além disso bastante é a base psicológica e psicossomática da área pastoral. Vivemos em constante pressão, o que é natural, pois embora a Igreja seja um organismo vivo como Corpo de Cristo, ela funciona como uma empresa, como uma organização na sua vida logística e funcional. Mas, ao mesmo tempo ela é um Corpo, uma família, um rebanho. E o papel pastoral nela é importante porque Deus levanta seus pastores para cuidar do rebanho dEle, treina, prepara, capacita e envia para que o rebanho seja bem cuidado. Qual é a dificuldade? Pastores são seres solitários, pastores sofrem com qualquer membro de Igreja, pastores não têm amigos. Sim, pastor é um ser humano como outro qualquer, que recebe a vocação divina para cuidar da Igreja.
Eu, penso que o pastor tem três áreas de atuação em sua vida: o mundo em que ele vive, a Igreja que ele pastoreia e o seu lar onde ele convive. Enquanto cidadão de um país, um estado um município o pastor é mais um e precisa agir como tal. Mas junto a sociedade precisa também mostrar quem é e qual a seu oficio, para que seu testemunho seja visto ao ouvir-nos falar no amor de Deus. A Igreja que o pastor é parte precisa de pastoreio, de apascentamento e da condução juntamente com os demais líderes para se manter firme. Mas antes precisa olhar o pastor como um membro dela, não como um ícone, ou o líder performático que domina com mãos de ferro. O pastor é o irmão que se preparou para ensinar, mas ao mesmo tempo para exortar, caminhando junto do rebanho e dando exemplo e mostrando exemplos. Quanto ao lar, o pastor continua a ser pastor, pois esse é o seu ofício eterno, mas precisa ter seu lar como o oásis de sua vida. Este ambiente precisa ser o lugar de descanso, relaxamento, conforto e consolo. Ele precisa ser o esposo amoroso, que destila amor, e que ministra amor, ao mesmo tempo o pai com todas essas características essenciais. Assim, para a vida social precisa-se de amigos e companheiros de jornada, para a vida eclesial da mesma forma, tem que ser amigo do povo, líder e gestor ao mesmo tempo e em casa precisa se tornar amigo além de esposo e pai. Mas, o pastor não aprende isso nos seminários, pelo contrário ele aprende que pastor é solitário, não tem amigos de forma geral, não pode se abrir com ninguém, não pode ter fraquezas, limitações, erros. O pastor é inexpugnável. E assim ele entra no ministério, achando-se o super homem, que pode todas as coisas e não como homem comum pecador e falho como qualquer outro. Isto tem frustrado muitos, e leva ao perigo da depressão ante o choque de realidade ministerial, e até mesmo os suicídios que tomamos conhecimento nos nossos dias.
A conclusão ante esta minha reflexão é que não sabemos lidar com as idiossincrasias da liturgia do oficio pastoral. Então caminhamos ou sublimando a realidade e buscando agir como super homens, ou desmotivando-se ante a realidade e entrando na sombra da morte, desistindo em vida da vida. Complica-se cada vez mais quando se fica somente com os ensinamentos acadêmicos e perde-se a essência do cotidiano; também quando se superestima e assim perde as forças no meio do caminho ante as desilusões naturais de toda função sobre a face da terra. Portanto, que cada pastor entenda que é ser humano, falho, limitado, fraco como qualquer outro homem: tanto na sua vida social, entendendo que precisa de seu círculo de amizades naturalmente, e vivendo com bom testemunho no meio em que vive, mas sempre consciente de que não está acima do outro; quanto na vida eclesial, mostrando que mesmo sabendo um pouco mais, talvez, para seu ofício de docente, ele é a Igreja, é como todo membro responsável pela missão da Igreja santa, una, espiritual, sobrenatural e celestial. A verdadeira Igreja; e por fim, viver sua família como aquele oásis que Deus lhe Deus para o descanso confortável e receber e doar o consolo gracioso de Deus. Que se consiga aprender a ser pastor de Deus em toda e qualquer esfera para a qual Deus chamou o pastor.
{Rev. Maurício Ferreira}