Vivemos na Igreja de Jesus Cristo. Isso faz muita diferença quando pensamos em relações interpessoais, pois vivemos num aprisco, como ovelhas do Supremo Pastor: Jesus cristo. Não sabemos o que virá no amanhã, tampouco na próxima noite, se dormiremos em paz ou não. Mas embora vivamos no aprisco de Cristo, também estamos no mundo, eivado do ranço do pecado e da morte, consequência de nossa descendência adâmica.
Quando olhamos para dentro do aprisco, da igreja, do corpo de Cristo, hipoteticamente vivemos uma vida cheia de paz, ledo engano. Temos os conflitos naturais que existem onde está o ser humano pecador. Vivenciamos as desavenças comuns entre pessoas diferentes e ao mesmo divergentes em suas ideias dentro da democracia natural humana. Sempre vivemos os conflitos de ideias, pensamentos, ideologias, linhas de pensamento, mas dentro do aprisco do Senhor precisamos saber processar tudo isso e "no que depender de nós termos paz com todos os homens" (Romanos 12.18).
Quando saímos do aprisco vemos que vivemos no mesmo mundo, mas com valores e apetites diferentes, o que às vezes nos amedronta, outras vezes nos influencia e ainda outras nos atrai para suas hostes. O que leva ao arrependimento, tardio ou não, sempre vem depois do acidente que continua a nos assediar de forma constante. Mas existe um fato interessante, nossas novas amizades surgem neste meio: na academia, nas caminhadas, nos ambientes mercadológicos do município que fazemos parte.
Portanto, mais um no de vida caminha para seu final. Não resetemos as coisas boas ou más que vivemos, tampouco o bem ou o mal que vivenciamos, pois a Bíblia diz que "Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou." (Romanos 8.37) do Criador, Sustentador e nosso amoroso Salvador. Olhemos para frente, outros dias virão, outras oportunidades surgirão, e nós estaremos no centro do tufão de vida, ideias, ideologias e valores diversos, mas sempre olhando para o autor e consumador de nossa fé: Jesus Cristo.
Rev. Maurício Ferreira
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