Morte... o certo e incerto
“Lembre-se
do seu Criador nos dias da sua mocidade, antes que venham os dias maus, e
cheguem os anos em que você dirá: ‘Não tenho neles prazer.’” (Eclesiastes
12.1ss). Iniciando com este versículo o pregador nos leva a pensar em algo que
é irremediável na vida do ser humano: a morte.
A cada dia
que passa nos aproximamos dela. “antes que se escureçam o sol”; “do dia em
que tremerem os guardas da casa”; “se curvarem os homens que no passado eram
fortes”; “cessarem os moedores da sua boca”; “se escurecerem os que olham pelas
janelas, os seus olhos”; “filhas da música, começarem a desaparecer”; “quando
você tiver medo do que é alto”; “e quando você perder o apetite”; “Porque o ser
humano vai à morada eterna”; “os pranteadores andarão rodeando pela praça”;
com estes trechos nos vemos a certeza do morte. Mas a morte tem ainda o seu conceito
de incerteza: “antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de
ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço”;
incerteza porque sabemos que morreremos, mas não sabemos como, o como é sempre
incerto.
Vamos morrer, inevitavelmente isso é certo e ao mesmo tempo é incerto. Certo porque morreremos, incerto por não sabermos como isso acontecerá, se naturalmente ou não, não sabemos. Temos na verdade uma certeza nossa vida está nas mãos de Deus, ouçamos Jó “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei. O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21).
[Rev.
Maurício Nascimento.]
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